O sentido da Quaresma: jejum, oração e esmola
A Igreja inicia um tempo forte da graça de Deus: a Quaresma. Embora a oração, a caridade e o jejum façam parte de toda a vida cristã, este período os coloca em evidência para transformar os corações.
A mensagem das cinzas e a nossa vocação
A liturgia da Quarta-feira de Cinzas remete ao versículo de Gênesis 3, 19: “Recorda-te que és pó e ao pó retornarás”. Ao nos mostrar o fim da nossa vida terrena, a Igreja nos convida a fazer escolhas acertadas no hoje.
As cinzas passam pelo fogo e simbolizam a purificação. Elas lembram que precisamos do fogo do Espírito Santo para consumir o orgulho, a autossuficiência e o pecado, revestindo-nos do Homem Novo, que é Cristo.
O resgate das nossas relações
As três práticas quaresmais são instrumentos divinos para restaurar três rupturas essenciais da nossa vida:
Esmola (relação com o próximo): vai além de dar moedas ou comida. Derivada de eleison (compaixão), a esmola significa olhar para o irmão com empatia e escuta. Pode ser a caridade de oferecer tempo e atenção aos que convivem na mesma casa.
Oração (relação com Deus): a oração nos lembra de que Deus existe e deseja intimidade. O Evangelho de Mateus orienta entrar na “despensa” ou no quarto secreto — um lugar sem distrações para estar a sós com o Pai.
Jejum (relação consigo mesmo): privar-se do alimento físico desperta a consciência da nossa maior fome: a fome de Deus. O jejum nos liberta do vitimismo e recorda a nossa dignidade de filhos amados.
Um caminho leve em direção à Páscoa
Essas práticas nos preparam para caminhar rumo à Páscoa de forma mais santa, consciente e desprovida de superficialidades.
Nesta Quaresma, entre no seu quarto secreto, abra a verdade do seu coração diante de Deus e peça: “Ajuda-me, Senhor, a viver um caminho sincero de conversão”.




