Evangelho do dia – (Mateus 5,43-48)
“Retomar a aliança com Deus”
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Retomar a aliança com Deus: o chamado à perfeição no amor
Retomar a aliança com Deus é o grande convite da liturgia deste domingo. Jesus nos apresenta um amor que vai além da lógica humana: “Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem”. Não se trata apenas de um conselho, mas de um caminho de santidade.
A Palavra nos recorda que Deus não desiste de nós. Mesmo diante das nossas quedas e traições, Ele permanece fiel. Se fôssemos tratados segundo os nossos pecados, mereceríamos a morte. No entanto, o Senhor nos oferece misericórdia, insiste em restaurar a aliança e nos chama novamente à comunhão.
A fidelidade de Deus diante das nossas quedas
A primeira leitura da liturgia, nos mostra que é Deus que toma a iniciativa de retomar a aliança. Somos nós que a quebramos; Ele permanece fiel. A experiência da traição humana nos ajuda a compreender a dor que nossas infidelidades causam ao coração do Pai. Ainda assim, Ele não nos abandona.
Retomar a aliança com Deus não pode ser apenas cumprimento frio de mandamentos. É preciso obedecer por amor. A verdadeira observância nasce de um coração que deseja não ferir Aquele que ama.
Amar os inimigos é sinal de maturidade espiritual
No Evangelho, Jesus nos chama à perfeição: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”. Esse caminho passa pelo amor aos inimigos. Amar apenas quem nos ama não é extraordinário. O diferencial cristão está em amar também quem nos faz mal.
À medida que crescemos na relação com Deus, nossa visão se purifica. Passamos a enxergar além da miséria do outro e conseguimos perceber a dor e as feridas que muitas vezes estão escondidas por trás de atitudes difíceis.
Um caminho de progresso e perseverança
A caminhada de conversão é marcada por lutas interiores. Como diz São Paulo: “Muitas vezes faço o que não quero e não faço o que quero”. Porém, as quedas não devem gerar desânimo. O inimigo quer nos paralisar; Deus quer nos levantar.
Retomar a aliança com Deus significa recomeçar sempre, renovar o amor e avançar na amizade com o Senhor. A santidade é um processo, e ela floresce quando escolhemos amar mesmo nas dificuldades.
Resumo da homilia do Padre Leonardo Ribeiro CN
Comunicação do Santuário do Pai das Misericórdias





