O Reino dos Céus Está Próximo
O que Jesus nos pede como objeto principal do nosso anúncio? O Evangelho é muito claro: o Reino dos Céus está próximo.
Nós estamos peregrinando nesta jornada rumo à vida eterna. Nesse caminho, precisamos anunciar essa proximidade. A tradução literal desta passagem nos revela algo profundo. “Está próximo” significa “está aqui”. Ele está presente agora. O Reino é, na verdade, um presente para nós.
O Reino dos Céus se aproximou de cada ser humano. Afinal, o próprio Jesus é o Reino. O Verbo Divino se fez carne e habitou entre nós. Ele trouxe consigo a verdadeira esperança. Jesus está presente em nossa vida cotidiana.
Esta verdade é fundamental e muito importante. Por isso, Jesus fez questão de relembrá-la aos discípulos. Este deveria ser o conteúdo central do anúncio: Deus se aproximou da humanidade.
Recebemos esse anúncio de forma gratuita. O Evangelho orienta: “De graça recebestes, de graça deveis dar”. O fato de você estar na Igreja é uma graça divina. O mesmo vale para quem frequenta sua comunidade ou paróquia. Você ouviu a pregação e compreendeu a mensagem. Você entendeu que o Reino dos Céus está perto. Compreendeu que Jesus está presente na sua vida. Ter escutado que Deus é amor é uma grande dádiva.
O Amor de Pai: Deus Nos Atrai Pela Misericórdia
Nós fizemos essa experiência com o Senhor. Agora, Ele nos convida a ser protagonistas desse anúncio. Na primeira leitura, o profeta Oséias apresenta o dom do Reino. Ele mostra o amor do Pai através de duas metáforas. Ele utiliza a realidade esponsal e a realidade paterna.
Oséias transmite a voz de Deus com uma linguagem paterna. Ele diz: “Quando Israel era criança, eu já o amava”. Essa é uma forma belíssima de falar sobre nós. Mesmo no estágio infantil de nossa caminhada, Deus já nos amava. Nós dávamos um passo para a frente e dois para trás. Ainda assim, o amor de Deus estava ali.
Ele continua: “Desde o Egito eu chamei o meu filho”. Isso reforça uma grande verdade. Nós vivíamos na escravidão do pecado e distantes d’Ele. Estávamos perdidos na idolatria e adorando falsos deuses. Mesmo assim, Deus permanecia conosco. Ele sempre manifestou Sua misericórdia em nosso favor.
O profeta acrescenta: “Ensinei Efraim a dar os primeiros passos”. Ali estava o amor de Deus no início da nossa conversão. Oséias nos recorda que o amor divino acompanha toda a nossa história. É essencial guardar essa verdade diante dos olhos. Se fraquejarmos no caminho, precisamos nos lembrar desse amor. Deus está pronto para nos perdoar e nos levantar. Ele nos oferece um recomeço a cada queda.
Deus nos diz através de Oséias: “Eu os atraía com laços de amor, com laços de amizade”. Existe uma expressão popular terrível por aí. Muitas pessoas dizem: “Se não vem por amor, vem pela dor”. Mas Deus não age assim. Ele não usa de desgraças para nos trazer para perto. Deus quer nos atrair pelo amor do Seu coração. Ele deseja uma relação de inteira gratuidade e liberdade. Deus se rebaixa para trazer a humanidade ao Seu colo. Ele acolhe a nossa pequenez em Seu abraço.
O Caminho da Santidade e o Exemplo de Santa Paulina
Em Jesus, vemos revelado o verdadeiro rosto do Pai. Com isso, caem as imagens erradas que criamos de Deus. Ele não é um “Deus castigador” que deseja nos punir. Essas ideias erradas apenas perturbam o nosso coração. Deus nos ama profundamente. Ele criou o céu para habitarmos com Ele. Por isso, somos chamados à santidade. Fomos lavados no sangue do Cordeiro para essa vocação.
Todos nós fomos destinados a morar no céu. Viveremos com a Santíssima Trindade e com os santos. Entre eles está Santa Paulina, a primeira santa do Brasil. Ela nasceu na Itália, mas veio para cá muito jovem. Junto com duas amigas, fundou uma ordem religiosa. A obra começou com o cuidado de uma mulher com câncer terminal. A congregação nasceu desse gesto de amor e dedicação.
Santa Paulina passou por provações muito dolorosas. Ela foi retirada do cargo de superiora. Também foi afastada da condução de sua própria congregação. Enviaram a santa para Bragança Paulista. Mais tarde, ela foi morar em São Paulo. Mesmo sofrendo humilhações, ela ajudou a escrever a história da ordem. Ela conservou a virtude mais bela do caminho de santidade: a humildade. A humildade é o verdadeiro terror do demônio. Ela nos ensina a acolher a vontade de Deus nas contradições.




