Me chamo Fabio, tenho 43 anos, sou de Mandaguari, no Paraná. Minha mãe, Marlene com 74 anos, precisou iniciar um medicamento para ansiedade. Infelizmente, ela teve uma reação muito forte, passou muito mal e chegou a perder quase 10 kg.
Com orientação médica, decidimos suspender o remédio. Mas nesse momento ela já estava muito fragilizada e colocou na cabeça que estava doente. Foi quando entrou em um estado de confusão mental. Passou a precisar de cuidados 24 horas por dia. Misturava realidade com sonhos e delírios, quase não conversava, o pensamento era acelerado e a fala ficou enrolada. Ver minha mãe assim era como se estivesse diante de alguém com a mentalidade muito debilitada.
Meu pai, Antonio, da mesma idade, deixou todos os seus afazeres para se dedicar aos cuidados dela: dava comida, banho, os remédios, e não saía do lado dela. E, como já era costume deles, mantinha a TV ligada na Canção Nova para acompanhar o Terço da Misericórdia às 15 horas.
E foi aí que começamos a ver a ação de Deus.
Minha mãe mal conseguia falar, mas quando o terço começou, ela passou a rezar com clareza, em voz firme, respondendo cada oração. Eu e meu pai nos emocionamos e naquele momento, ele me disse que ela sempre quis ter o lenço da Divina Misericórdia. No mesmo dia, entrei no site e comprei 20 lenços: um para ela e os outros para doar às pessoas que rezaram e contribuíram pela recuperação dela.
Mas a situação ainda era delicada. Apesar desse sinal tão forte, ela continuava em estado de confusão. Depois daquele momento, passou mais de 24 horas rezando sem parar — nem para comer. Era oração, mas ainda havia delírio, porque sua consciência não estava presente.
Os exames clínicos não apontavam nada grave, mas quem a via naquele estado ficava impressionado.
Foi então que Deus colocou pessoas certas em nosso caminho, verdadeiros instrumentos, que nos conduziram até uma médica psiquiatra. Bastou ela olhar minha mãe para fazer o diagnóstico com precisão. E, em cerca de 20 horas após iniciar o tratamento, minha mãe começou a voltar ao normal. A melhora foi rápida e contínua, e em aproximadamente 15 dias ela estava completamente recuperada. A ressonância do cérebro confirmou: nada de anormal além do esperado para a idade.
Foram cerca de 40 dias de muita luta, praticamente no mesmo período da quaresma de 2026. Eu fiquei sem chão, com muito medo de não ter mais a minha mãe do jeito que ela sempre foi. Mas Deus foi misericordioso com a gente, mais uma vez.
Ele nos devolveu nossa “veinha”, e no Domingo de Páscoa pudemos estar todos juntos novamente, reunidos em família. Meu pai foi um verdadeiro anjo na vida dela: com fé, amor e dedicação, cuidou dela como um instrumento de Jesus Misericordioso.
Hoje, ela está bem, lúcida e curada, graças a Deus e inclusive além de cuidar dos serviços da casa ainda ajuda meu pai na colheita de café na chácara onde moram.
Obrigado, Jesus, pela Tua infinita misericórdia com a minha família.
FABIO /