O Questionamento dos Fariseus e a Resposta de Jesus
Caminhando pela leitura do Evangelho de São Mateus, acompanhamos um momento em que os fariseus — sabendo que Jesus havia silenciado os saduceus sobre a ressurreição — reuniram-se para testar o Mestre. Um deles, doutor da Lei, aproximou-se e fez uma pergunta direta: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”
Jesus não inventou uma resposta nova; Ele recorreu às Escrituras do Antigo Testamento para resgatar a essência da fé:
“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”
Se observarmos os Dez Mandamentos, percebemos exatamente essa divisão: os primeiros referem-se à nossa relação com Deus (amar a Deus sobre todas as coisas, não tomar Seu santo nome em vão), enquanto os demais regem o nosso relacionamento com o próximo (não matar, não roubar, não cobiçar). Jesus sintetizou com sabedoria genial o centro de toda a vida cristã.
O Desafio de Amar e o Exemplo de São Francisco de Assis
Trazer esses mandamentos na ponta da língua é fácil; o grande desafio é vivê-los no dia a dia. Como amar alguém que nos machucou ou que não demonstra bondade?
Para nos ensinar a colocar o amor em prática, Deus nos concede testemunhos de santidade. Ao contemplarmos a presença da relíquia de São Francisco de Assis, recordamos a história de um homem simples que, tocado pelo amor divino, renunciou a tudo o que tinha para viver plenamente o mandamento do amor.
A vida de São Francisco continua encantando gerações e deixando marcas em nossa cultura — desde grandes rios e missões evangelizadoras até abrigos e capelas dedicadas à sua memória. Ele nos mostra que não é impossível viver o Evangelho de forma autêntica.
O Perdão como Maior Prova de Amor e Restauração
Não há prova maior de amor ao próximo do que o perdão. Foi isso que Jesus realizou no alto da Cruz ao derramar Seu sangue para perdoar os nossos pecados.
Na Primeira Leitura, Deus mostra ao profeta Ezequiel a visão dos ossos ressequidos que ganham vida pelo Sopro do Espírito. Quantas vezes andamos sem vida interior, como “zumbis”, por guardar mágoas e ressentimentos?
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O perdão de Deus nos coloca de pé.
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O perdão oferecido ao irmão nos liberta e nos devolve a vida.
O corpo físico pode envelhecer, os cabelos podem embranquecer e as forças diminuir, mas quando estamos na graça de Deus, o Seu Sopro renova a nossa alma diariamente. No coração do cristão não deve haver espaço para o mal, apenas para o bem.
Assim como São Francisco viveu e pregou a “Paz e o Bem”, somos chamados hoje a pedir a graça de Deus para retomar os relacionamentos, perdoar a quem nos feriu e caminhar na certeza de que o amor transforma o nosso interior.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!




