EVANGELHO DO DIA

Como libertar a sua fé encurvada - Padre Adriano Zandoná (26/10/2026)

Como libertar a sua fé encurvada

No Evangelho segundo São Lucas, encontramos o relato de uma mulher encurvada há 18 anos. Ela frequentava a sinagoga no dia de sábado, mas vivia oprimida. No texto original em grego, o termo usado para descrever sua condição indica uma pessoa amarrada e presa, que necessitava de libertação. A opressão espiritual daquela mulher refletia diretamente em seu corpo físico.

Muitas vezes, esse encurvamento também acontece em nossa vida espiritual. Existem pessoas que andam eretas fisicamente, mas estão encurvadas por dentro. Isso ocorre quando a nossa fé enfraquece, esfria ou deixa de ser alimentada.

As duas vias para alimentar a fé católica

Santo Tomás de Aquino ensina que a fé é composta por duas realidades essenciais: o afeto e a razão.

O afeto envolve o sentimento, o desejo de crer e a certeza do amor de Deus. No entanto, a fé não pode depender apenas de emoções passageiras ou de lágrimas na missa. É necessário alimentar a razão por meio do conhecimento da Bíblia e do Catecismo da Igreja Católica. Sem o estudo da verdade, a nossa fé se torna frágil e vulnerável aos ataques espirituais.

Os quatro pilares do Catecismo da Igreja Católica

Para não vivermos com uma fé encurvada, precisamos proteger os seus fundamentos. O Catecismo da Igreja Católica está estruturado em quatro partes principais:

O que cremos: A profissão de fé contida no Credo, que resume a doutrina católica e a verdade sobre a salvação.

O que celebramos: A vida litúrgica e os sacramentos, que transmitem a graça e fortalecem o espírito.

Como vivemos: A vida moral fundamentada nos Dez Mandamentos e no amor a Deus e ao próximo.

Como rezamos: A oração constante, que atua como o pulmão da vida espiritual.

A importância de viver uma fé autêntica

Muitos fiéis caem na tentação de viver uma fé de conveniência, escolhendo apenas os ensinamentos que agradam. Como ensinava Santo Agostinho, quem escolhe no Evangelho apenas o que gosta, não crê no Evangelho, mas em si mesmo.

A verdadeira conversão exige obediência, vivência dos sacramentos e uma vida de oração ativa. Ao buscarmos a verdade e alimentarmos o espírito com o Catecismo e a liturgia, permitimos que Cristo restaure a nossa vida e nos liberte de todo encurvamento espiritual.