O perigo da hipocrisia e do orgulho
Em diversas ocasiões do Evangelho, Jesus denunciou a hipocrisia de mestres da Lei, escribas e fariseus. Essa atitude é uma tentação terrível para quem busca a vida de fé. A pessoa hipócrita costuma julgar que vive com total retidão e fidelidade aos mandamentos. No entanto, na realidade, o seu coração permanece longe dos caminhos do Senhor.
Além disso, a hipocrisia caminha lado a lado com o orgulho. Por se sentir justa, perfeita e honesta, a pessoa tomada pelo orgulho não aceita alertas ou orientações. Quem tenta corrigi-la costuma encontrar resistência e rejeição. Todos nós estamos sujeitos a cair nessa armadilha espiritual se não guardarmos o próprio coração.
Remédios espirituais para a conversão
Pela graça de Deus, existem caminhos e remédios eficazes para combater esse mal e manter a alma vigilante. Na vivência comunitária e pessoal, podemos aplicar três atitudes fundamentais:
Orar pela graça da conversão: o primeiro passo é suplicar a transformação do coração em oração. O orgulhoso não pede conversão porque se considera pronto e perfeito.
Cultivar a virtude da humildade: é preciso buscar a pequenez para reconhecer as falhas diárias e admitir com sinceridade os próprios erros.
Acolher a correção fraterna: manter uma escuta atenta, aberta e generosa quando um irmão nos aponta algo a melhorar com caridade.
Ao praticar esses remédios espirituais, livramo-nos do engano religioso e abrimos espaço para a verdadeira ação de Deus.
Perseverança na graça e vida coerente
Na Carta aos Filipenses, o apóstolo São Paulo assegura que Aquele que começou em nós uma boa obra há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus. Essa promessa nos dá esperança para perseverar no caminho da santificação.
A participação ativa na Eucaristia vem em socorro das nossas fraquezas humanas. É no altar que recebemos a força necessária para curar o coração de toda atitude hipócrita. Uma vida de oração sincera não pode ficar isolada na igreja. Ela precisa dar frutos concretos na rotina da família, no ambiente de trabalho e nas responsabilidades sociais. Vivamos uma fé coerente com o Evangelho, mantendo o coração sempre disposto à conversão diária.




