Padre Pio Crucificado com Cristo por amor

Uma vida de santidade

Ao longo dos séculos surgiram homens e mulheres que fascinados pelo Cristo, deixaram a si mesmos e trilharam o caminho árduo e profundo da santidade. Homens como nós, normais, que viveram o ordinário da vida de uma forma extraordinária. Uma santidade não destacada da vida cotidiana, ou longe da humanidade, mas uma santidade que os tornaram grandes ícones para Igreja, uma santidade que os fez sem dúvida, viver na própria vida a vida de Cristo nas suas atitudes, tornando assim o mundo mais belo e melhor.
Os santos abalaram o mundo, com o testemunho de suas vidas, abalaram a sociedade, a Igreja, o meio no qual viviam, e com suas vidas abalam até hoje nossa sociedade com o belo testemunho de suas vidas ofertadas a Deus e aos irmãos.

 

Fonte: aascj.org.br

Leia mais:
.:Permanecei, Senhor, comigo
.:A Missa explicada por padre Pio

Um destes grandes homens é São Padre Pio de Pietrelcina, mundialmente conhecido, por ter sido o único sacerdote estigmatizado da história da Igreja. E juntamente com Santa Gemma Galgani são os mais conhecidos estigmatizados do século XX. O homem dos dons carismáticos, assim podemos definir Padre Pio. Em sua vida manifestaram-se dons verdadeiramente extraordinários como: bilocação, êxtases, levitação e um dom muito grande de ciência e discernimento. Um padre que viveu na sua carne a paixão de Cristo.

Homem do confessionário, zelador das almas, apaixonado pela Missa, filho fiel da Igreja, exemplo de sacerdote e filho fiel de Francisco de Assis. São algumas das características deste simples frade. Mas não podemos esquecer a humildade deste simples frade Capuchinho que em tudo foi obediente a Igreja e a Deus. Dentro do rosto de Padre Pio vivia um outro rosto, e dentro do seu coração um outro coração, era o rosto e o coração de Cristo que vivia e reinava nele.

Um frade diferente

Padre Pio nasce em 25 de maio de 1887, na cidade italiana de Pietrelcina, província de Benevento. Batizado com o nome de Francesco Forgione. Seus pais eram muito pobres, chamavam-se Grazio e Giuseppa. O ambiente religioso fazia parte da vida desta família, por isso desde criança foi nutrido no pequeno Francesco o amor a Deus e o santo temor. Alguns fenômenos místicos apareceram ainda na infância, como a aparição dos santos anjos da guarda, com quem sempre conversava.

No dia 06 de Janeiro de 1903, aos 16 anos, Francisco entra no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, e adota como nome novo Frei Pio de Pietrelcina. Sua vida de frade sempre foi uma vida simples, e ao mesmo tempo de manifestações de alguns fenômenos místicos, era atacado muitas vezes pelo demônio. A oração sempre foi o alimento de Padre Pio, ele fez dela o alicerce da sua vida interior, fez da oração sua arma. De saúde super frágil, mas de espírito fortalecido assim era o jovem frade capuchinho.

O ano de 1910 é um ano muito importante na vida de padre Pio, ano de sua ordenação sacerdotal e da manifestação dos estigmas invisíveis e um tempo depois os estigmas visíveis, na sua carne os sinais da paixão do Senhor. A partir dai começa o grande calvário de Padre Pio, grandes perseguições, sofrimentos físicos, espirituais e acusações graves, foi sem duvida pregado a cruz com Cristo, mas em tudo esperou a justiça de Deus. Suportou tudo com paciência e humildade. A Cruz fez parte do caminho de Padre Pio. Em sua vida vemos a passagem da carta aos Gálatas ganhar vida “Com Cristo eu fui pregado na cruz. Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20)

Depois da ordenação sacerdotal em 1910, sua saúde se abala e assim fica muito frágil, por conta de problemas respiratórios graves, por isso é enviado para casa de seus pais, e ai permanece com sua família até o ano de 1916. Neste mesmo ano, no mês de setembro é enviado ao convento de San Giovanni Rotondo, lugar mundialmente conhecido por conta deste frade crucificado.

A missão de salvar almas

Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua atividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade.

Os santos não morrem, eles se queimam de amor! Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente de várias partes da Itália e do mundo. O convento desconhecido, depois da chegada deste tal de Padre Pio tornou-se um lugar de peregrinação por mais de 50 anos com ele ainda vivo e depois de sua morte os peregrinos aumentam cada vez mais, pela fama deste Santo Sacerdote.

No dia 2 de Maio de 1999, durante uma solene Celebração Eucarística na Praça de São Pedro, Sua Santidade João Paulo II, com sua autoridade apostólica, declarou Beato o Venerável Servo de Deus Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de Setembro a data da sua festa litúrgica. E em 16 de junho de 2002, foi elevado as honras dos altares como Santo da Igreja Católica. Podemos dizer que São Padre Pio é um dos santos mais populares da Igreja Católica do século XXI. Em vida, nosso grande santo sempre ajudou aqueles que recorriam a ele, e hoje da janela do céu ele olha e intercede por nós na comunhão dos Santos. Sua vida como uma vela se queimou por inteiro até o fim e nele contemplamos um modelo a ser seguido.

José Dimas da Silva
Candidato às Ordens Sacras na Comunidade Canção Nova