TESTEMUNHO VONTADE DE DEUS

Olá irmãos em Cristo! ​Hoje, dois anos depois, finalmente consigo falar. Sinto que preciso compartilhar como a fé e o trabalho da Canção Nova transformaram a minha vida e a do meu pai. ​Meu pai sempre foi um homem de temperamento difícil e convicções rígidas; tudo precisava ser do seu jeito. Só o ouvi falar de Deus quando ele descobriu um câncer de próstata em 2010, que só entre 2023 e 2024, agravou-se e espalhou-se para os ossos. Era devastador vê-lo chorar de dor e medo. ​Nessa fase, confesso que não consegui ser uma filha totalmente presente. Eu enfrentava uma depressão profunda e vivia dias tão sombrios que planejava o fim da minha própria vida. Além disso, eu carregava um medo paralisante de enfrentar a mesma doença — um temor que, hoje, em nome de Jesus, estou vencendo. ​Em maio de 2024, o estado dele piorou. Fui visitá-lo e tivemos um momento memorável: fomos ao shopping e, mesmo debilitado, ele quis almoçar um churrasco. Repetiu o prato duas vezes e ainda pediu um sorvete de cupuaçu. Não encontrei o sorvete naquele dia e, por muito tempo após a sua partida, carreguei o remorso por esse detalhe. ​Voltando para Brasília e, dias depois, recebi a notícia de que o quadro dele era crítico. Foi quando no dia 7 de maio de 2024, no trabalho, soube que precisava vê-lo urgentemente. Antes de partir, um Diácono que trabalhava comigo me levou à capela. Ele orou para que eu abrisse meu coração e permitisse que a vontade de Deus fosse feita. Naquele instante, eu ainda estava relutante e sem forças. ​Ao chegar em casa para comprar as passagens e ir vê-lo algo mudou. Aquele sentimento escondido no fundo do meu coração finalmente emergiu. Caí por terra, em lágrimas, e clamei: “Senhor, faça a Tua vontade. Se for para curar e levar, que assim seja.” Pedi apenas que ele não partisse sem Te conhecer e que não falecesse na minha frente. ​Chegando na cidade e no hospital que ele estava internado pela manha, quando foi dando 12h, em um momento coloquei fones de ouvido nele para que ouvisse a rádio Canção Nova. Estava passando um momento de libertação que dizia: “Entregue sua vida a Jesus”. Ele se agitou no leito e, por medo de que ele partisse ali mesmo, retirei os fones. ​O medo ainda me cercava. Tentei fugir da dor e criei uma desculpa que deveria voltar no mesmo dia para minha cidade. E comprando uma passagem de volta antecipada e dei uma despedida rápida, dizendo para o meu pai que não se movia mais e estava só esperando a hora que Deus chamasse, que voltaria no dia seguinte. Mas, ao caminhar em direção à porta, algo tocou meu coração com força. ​Voltei, segurei a mão dele e disse o quanto o amava. Falei o nome de cada uma das minhas irmãs e de seus netos, enfatizando o amor que cada um sentia por ele. Naquele momento, vi uma lágrima escorrer em seu rosto. Senti, no fundo da alma, que ele estava se entregando a Deus. Ele esperou pelo meu adeus. No dia seguinte, por volta das 14h, meu pai foi ao encontro do Senhor. ​ ​Eu sempre fui resistente a contribuir financeiramente com a Igreja, mas percebi o quanto estava errada. O conteúdo que chegou aos ouvidos do meu pai naquele leito fez toda a diferença. Por isso, que pedir que contribuam com a Canção Nova, para que outros também possam encontrar conforto e salvação nos momentos mais difíceis.