O verdadeiro jejum exige a verdade no coração
Nesta primeira sexta-feira da Quaresma, a liturgia convida cada fiel a voltar o coração para Deus. O Senhor sustenta a vida humana em cada detalhe. Quando ocorrem as quedas, Deus aproxima-se, levanta e concede a oportunidade de um recomeço fortalecido.
O chamado à verdade segundo a Palavra
No capítulo 58 do livro de Isaías, o profeta denuncia os desvios do povo e exige a queda das máscaras. Deus não aceita posições neutras nem a vivência de aparências. A Quaresma exige escolhas firmes pautadas na verdade.
O jejum autêntico afasta a lógica da barganha com Deus. A verdadeira penitência traduz-se em atos de amor e caridade genuínos, que refletem a conversão interior.
As obras de misericórdia corporais
As ações externas revelam o estado do coração e mostram ao mundo a face de Deus. A Igreja Católica propõe as sete obras de misericórdia corporais como um treino diário para a eternidade:
Dar de comer a quem tem fome
Dar de beber a quem tem sede
Hospedar o peregrino
Vestir os nus
Visitar os enfermos
Visitar os presos
Enterrar os mortos
Essas práticas preparam os fiéis para o reencontro com Cristo. Com a chegada do Senhor, as obras de caridade dão lugar à plena união com a própria Caridade.
A purificação e o dom do recomeço
O Salmo 50 traz a oração pedindo a purificação total do coração. A Igreja oferece continuamente a graça do recomeço por meio do Sacramento da Reconciliação. Nos acampamentos no Santuário do Pai das Misericórdias, milhares de fiéis buscam a confissão para retomar a vida na verdade.
A Quaresma é o tempo favorável para abandonar o pecado, viver com integridade e caminhar rumo à salvação eterna.




