Parábola da Ovelha Perdida: O Amor que resgata e a certeza de que nada nos abalará
Na vida diária, enfrentamos situações e desafios que parecem abalar a nossa fé e desestabilizar as nossas estruturas. No entanto, a Palavra de Deus nos recorda com autoridade e ternura que pertencemos a um Senhor vivo e glorioso, e que nenhuma ovelha, por mais distante que tenha ido, está fora do alcance do Seu amor misericordioso.
A partir das leituras da Carta aos Romanos (Rm 14, 7-12) e do Evangelho segundo São Lucas (Lc 15, 1-10), esta homilia nos convida a renovar nossa entrega a Jesus Cristo, assumindo-O como Rei e único Senhor de nossas vidas.
Se vivemos ou morremos, pertencemos ao Senhor (Romanos 14)
A primeira leitura nos apresenta uma das afirmações teológicas mais profundas de São Paulo:
“Nenhum de nós vive para si mesmo e ninguém morre para si mesmo. Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos.”
Esta verdade liberta o cristão do medo do futuro e até mesmo do temor da morte. Como enfatizado na homilia, a morte para aquele que deseja ser de Deus não é um fim assustador, mas sim uma passagem esperada, onde a Virgem Maria, a multidão dos santos e os nossos entes queridos nos aguardam de braços abertos.
“Jesus Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos. Ele rege as nossas famílias, o nosso trabalho e a nossa história. Por isso, proclame com convicção: Jesus Cristo é o meu Rei e o meu Senhor!”
Diante do Senhorio de Cristo, ecoa a promessa bíblica de que “todo joelho se dobrará e toda língua proclamará que Jesus Cristo é o Senhor”. Esse louvor de vitória transborda na canção:
“Nada poderá me abalar, nada poderá me derrotar, pois minha força e vitória é Jesus.”
Ao assumir essa verdade no cotidiano, as tempestades do mundo perdem o poder de nos destruir.
A alegria no céu por um só pecador que se converte (Lucas 15)
No Evangelho, vemos os publicanos e pecadores se aproximando de Jesus com sede de ouvi-Lo. Essa atitude provocava a murmuração dos fariseus e mestres da Lei, que criticavam o Mestre por acolher e fazer refeição com os marginalizados.
Em resposta às críticas, Jesus revela o coração do Pai por meio de duas parábolas inesquecíveis:
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A Parábola da Ovelha Perdida: O pastor deixa as noventa e nove ovelhas no deserto e vai em busca daquela que se perdeu. Ao encontrá-la, não a castiga nem a repreende; com imenso carinho, coloca-a nos ombros, traz de volta ao aprisco e reúne os amigos para festejar.
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A Parábola da Moeda Perdida: A mulher que perde uma de suas dez moedas de prata acende a lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente até encontrá-la, celebrando com alegria com suas vizinhas.
Jesus conclui revelando o mistério da misericórdia divina: haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
O trabalho de resgate e a missão de ser “Ganhador de Almas”
Seja você a ovelha que precisa retornar aos braços do Bom Pastor, ou alguém que já se encontra no redil, o chamado de Deus é claro. A homilia destaca o testemunho emocionante dos 30 anos da Comunidade Jesus Menino, cujo trabalho de acolhimento a pessoas com deficiência e aos mais necessitados foi expressamente elogiado pelo Papa Francisco.
Viver em comunidade e servir aos irmãos é viver o mistério do perdão e da festa. Cada cristão é chamado a usar seu olhar, seu sorriso e suas atitudes para atrair os que estão afastados de volta a Deus, tornando-se um autêntico “ganhador de almas”.
Fonte: Transcrição da homilia de Monsenhor Jonas Abib







