Busca-se a luz da Palavra de Deus para clarear e iluminar as vidas diárias. Ao meditar sobre as palavras de São Paulo aos Coríntios, compreende-se a necessidade do discernimento e do julgamento a partir do olhar de Deus, e não do olhar puramente humano.
A Justiça de Deus Além do Julgamento Humano
São Paulo apresenta-se como um administrador fiel diante da comunidade. No entanto, ele destaca que suas ações não se limitam a um tribunal ou julgamento humano, pois seu desejo é agir pautado no princípio da verdade divina.
O julgamento humano frequentemente oscila em dois extremos nocivos:
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O julgamento aquém da verdade: Ocorre ao agir com frouxidão, justificando atitudes objetivamente erradas por mera pena ou complacência, deixando de responsabilizar quem deveria ser corrigido.
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O julgamento além da verdade: Ocorre ao condenar com dureza excessiva, atribuindo má intenção a quem agiu de boa-fé.
A mesma regra se aplica ao exame de consciência. É possível cair no erro de autojustificar os próprios deslizes ou, no outro extremo, tornar-se o próprio carrasco ao não acolher a misericórdia que o próprio Deus concede.
A Palavra de Deus como Guiador das Nossas Ações
Como aprender a agir e a julgar corretamente? O Salmista responde:
“Confia no Senhor e faz o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino. Confia nele e com certeza ele agirá.”
A Palavra de Deus é o critério objetivo que se eleva acima das subjetividades. Ela cura, orienta e coloca o coração nos trilhos da justiça e da verdade.
A Igreja É a Coluna e o Sustentáculo da Verdade
Embora a Igreja não seja a Verdade em si — visto que a Verdade é o próprio Nosso Senhor —, ela é, como afirma a Escritura, a coluna e o sustentáculo da verdade. Ela acolhe a Palavra de Deus, apresenta-a e orienta os fiéis ao longo dos séculos por meio da Tradição, do ensinamento do Papa e da comunhão eclesial.
O Exemplo do Atleta e os “Coelhos” na Corrida
A caminhada com a Igreja assemelha-se ao treino dos atletas de corrida. Muitos maratonistas usam os chamados “coelhos” — corredores de apoio que ditam o ritmo correto para que o atleta não diminua o passo nem exija mais do que consegue suportar.
A Igreja cumpre esse papel na vida espiritual: ajuda a manter o ritmo correto na caminhada rumo ao céu. Afastar-se da comunidade e optar por “caminhar sozinho em casa” traz o sério risco de diminuir o ritmo espiritual, cair no autojulgamento equivocado e, com o tempo, parar de correr.
Não Caminhe Sozinho: O Chamado ao Retorno
São Paulo expressou o temor de pregar a tantos e, ao final, ficar de fora. Não se deve correr o risco de não escutar mais a voz de Cristo e de Seu Vigário na Terra, que confirma a Igreja e convoca a todos para o ritmo do Evangelho.
Se você esteve tentado a desanimar ou a afastar-se da caminhada comunitária, acolha este convite:
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Retorne para a caravana da Igreja.
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Procure o Sacramento da Confissão (seja no Santuário do Pai das Misericórdias ou no Santuário Nacional de Aparecida).
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Una-se em oração com a família Canção Nova, apoiando a missão de levar o Evangelho a tantos que precisam voltar para os braços do Pai.
A caminhada é conjunta, e o destino é o Céu!



