Estamos na 22ª Semana do Tempo Comum, no encerramento do mês vocacional. O Evangelho de São Lucas nos traz uma certeza profunda. Jesus é o verdadeiro Messias.
Toda a narrativa do Evangelho revela essa verdade. Jesus é o Messias esperado pelo povo. Ele cumpre a Sua missão no tempo certo. No entanto, Ele age segundo a vontade de Deus. Ele não age conforme o nosso querer.
São Lucas conta que Jesus foi à sinagoga no sábado para rezar. Esse era o costume dos judeus. Qualquer adulto alfabetizado podia ler os pergaminhos. O costume era ler de pé. A partilha da palavra acontecia com todos sentados. Jesus seguiu esse ritual.
A providência fez Jesus ler o livro de Isaías. O texto falava da unção do Messias. O povo esperava a libertação do Império Romano.
A frustração das expectativas humanas
Jesus leu o texto e se sentou. Todos na sinagoga olhavam fixamente para Ele. Jesus declarou: “Hoje se cumpriu esta passagem”.
No início, as pessoas ficaram admiradas. Uma grande expectativa tomou conta do lugar. Porém, a atitude do povo mudou rapidamente. Eles perceberam que Jesus falava de Si mesmo.
A esperança de libertação política caiu por terra. Eles tinham uma ideia errada sobre a missão do Messias.
Surgiu então o ditado: “Médico, cura a ti mesmo”. Muitos usam desculpas parecidas para não evangelizar em casa. Contudo, Jesus não é apenas um profeta. Ele é o Messias e o Senhor que salva.
A salvação de Jesus não seguiu o plano humano. Por isso, os moradores ficaram revoltados. Eles levaram Jesus até o alto de um precipício. Eles queriam empurrá-Lo de lá.
Porém, ainda não era a Sua hora. Jesus passou tranquilamente pelo meio deles e seguiu Seu caminho.
Qual é a verdadeira Cruz que devemos carregar?
Esperamos que Jesus entre em nossa casa do nosso jeito. Queremos que Deus siga a nossa própria visão. Quando nada acontece assim, surgem a dúvida e a reclamação.
Mas o Evangelho nos convida a não parar. Precisamos continuar a caminhada com fé. A forma de Deus agir é sempre a melhor.
Queremos uma cruz sob medida. Buscamos uma cruz leve, “de fibra de carbono”. Queremos algo que não pese e seja resistente. Mas a vida cristã não funciona assim.
A cruz concedida por Deus cabe nas suas forças. Você pode carregá-la com a graça do Espírito Santo. Essa mesma cruz te levará para o céu.
Não peça a Deus para retirar os desafios. Peça a graça de continuar caminhando. A graça transforma a dor em salvação.
A cura da pior pobreza: a pobreza de espírito
Jesus veio anunciar a Boa Nova aos pobres. Ele não fala apenas de pobreza material. Ele refere-se à pior miséria: a pobreza de espírito.
O pobre de espírito não sente o amor de Deus. Essa é a maior dor humana. É não experimentar o amor de Quem deu a vida por nós.
Você já se decepcionou com Deus? Talvez esperasse uma ação divina em determinado momento. Quando isso não ocorre, questionamos a presença de Deus.
No entanto, Ele nunca te abandonou. A prova superada fortalece a sua fé.
Peça ao Espírito Santo a graça da confiança. Não tente controlar o modo como Deus salva. Abra o seu coração para a ação divina. A pedagogia de Deus é diferente da nossa. Os planos d’Ele são sempre maiores.




