E vós, quem dizeis que Eu Sou?
No Evangelho de São Lucas, Jesus faz uma pergunta crucial que atravessa os séculos e chega diretamente ao nosso coração hoje: “E vós, quem dizeis que Eu Sou?”.
Em sua reflexão, o Padre Sandro Magalhães, da Comunidade Canção Nova, nos convida a sair das respostas teóricas e a dar uma resposta sincera, nascida da nossa própria experiência com Deus.
Herodes versus os Discípulos: Curiosidade ou Experiência com Deus?
Ontem, vimos no Evangelho que o rei Herodes queria ver Jesus. No entanto, o desejo dele não vinha de um coração aberto à graça ou com sede de ouvir a Palavra. Herodes tinha o coração perturbado pelo medo e pela culpa, pois havia mandado matar João Batista. Ele queria ver Jesus apenas por curiosidade e temor supersticioso.
Por outro lado, Jesus se retira para um lugar calmo com Seus discípulos em oração. Ali, Ele os questiona sobre o que o povo dizia a Seu respeito. As pessoas falavam que Ele era João Batista ressuscitado ou um dos profetas. Mas Jesus não queria apenas saber o que os outros diziam; Ele queria saber a experiência daqueles que caminhavam com Ele.
A Revelação de Pedro e o “Eu Sou”
Quando Jesus direciona a pergunta aos Seus seguidores mais próximos, Pedro responde com firmeza: “O Cristo de Deus”.
Essa declaração nos remete ao próprio nome revelado por Deus a Moisés no Antigo Testamento: “Eu Sou o que Eu Sou”. Jesus é o enviado do Pai, o próprio Deus que caminha conosco, faz milagres, multiplica os pães, cura os enfermos e nos traz a Boa Nova.
Quem é Jesus na sua vida diária?
O Padre Sandro nos faz um provocante questionamento: Jesus é apenas Alguém sobre quem você ouviu histórias ou Ele já fez algo concreto em seu coração? Você já experimentou a presença viva de Jesus?
Não basta dar uma resposta decorada ou bonita, dizendo que “Ele é o Senhor”, se no dia a dia não vivemos assim. Ter Jesus como Senhor significa reconhecer com gratidão:
“Tudo o que tenho e o que sou pertence a Ele. Foi Ele quem me deu. Ele é o meu Senhor e o meu Salvador.”
Essa certeza precisa estar profundamente firmada em nosso interior. Lá fora, as tempestades e as dificuldades da vida tentarão desviar nosso olhar e abalar nossa fé. O mundo nos oferecerá outros caminhos, mas nós sabemos: o único caminho é o Senhor Jesus Cristo.
Há um tempo para cada coisa: A Esperança diante da Cruz
Recordando a Primeira Leitura (Eclesiastes), somos lembrados de que há um tempo para cada coisa debaixo do céu:
-
Há tempo de sorrir e tempo de chorar;
-
Tempo de plantar e tempo de colher.
A vida neste mundo envolve momentos de dor e de lágrimas. Na sexta-feira, em modo especial, a Igreja nos convida a olhar para a Cruz. Ao olharmos para a Cruz de Cristo, lembramo-nos de Maria e de João, que permaneceram de pé, firmes, porque tinham o coração inteiramente voltado para o Senhor.
A promessa da Vida Eterna
A vida terrena não é fácil, mas as tribulações de hoje não durarão para sempre. As dores, o choro e as dificuldades ficarão nesta terra. No Céu, na vida definitiva com Deus, só haverá alegria, dança, abraço, restauração e comunhão plena.
Que o Senhor nos ajude nesta caminhada diária. Quando o mundo ou a vida lhe perguntarem quem é Jesus, esteja pronto para responder com o coração e com a vida: “Ele é o meu Senhor, a minha salvação e o meu tudo!”




