Qual é a riqueza que está impedindo você de alcançar a salvação? Muitas vezes, pensamos que a riqueza se resume a ter muito dinheiro. No entanto, para alguns, a riqueza pode ser um par de sandálias, um computador, uma peça de roupa, um perfume ou um celular.
Brigamos e criamos inimizades por coisas pequenas. O nosso verdadeiro tesouro é aquilo pelo qual lutamos a ponto de dividir o nosso coração contra o nosso irmão — seja a nossa casa, o nosso carro ou qualquer outro bem material.
O jovem rico e a perfeição cristã
No Evangelho, vemos o jovem rico que afirmava obedecer a todos os mandamentos desde a juventude: não matar, não cometer adultério, não roubar, não levantar falso testemunho, honrar pai e mãe e amar o próximo como a si mesmo.
Cumprir esses preceitos é dever de todos nós, do fiel leigo ao Bispo e ao Papa. Sem guardar a Lei de Deus, não teremos a vida eterna. Porém, aquele jovem queria ser perfeito. Foi então que Jesus lhe disse: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e vem e segue-me”.
A nossa riqueza é diversa e, por vezes, do tamanho dos nossos olhos. É aquilo que nos escraviza e nos impede de ser livres. Quando perdemos um celular ou outro objeto, passamos dias procurando, aflitos e obcecados até encontrar. Mas será que buscamos as coisas de Deus com essa mesma intensidade?
Onde está o seu coração?
Aonde estão os seus olhos e o seu coração, ali estará o seu tesouro:
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Se o seu tesouro está no céu: você buscará e trabalhará pelas coisas do céu.
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Se o seu tesouro está no mundo: você correrá atrás das satisfações mundanas com todo o seu empenho.
Se não buscamos o Reino de Deus com prioridade, estamos caminhando na direção errada, em um caminho torto que não nos levará à glória divina.
Como mostrou a leitura do Profeta Ezequiel, o povo de Israel sofria porque buscava satisfação em coisas perecíveis, afastando-se da glória de Deus. Esqueceram-se da Rocha que os gerou para se preocuparem apenas com seus próprios bens.
O sentido do sofrimento e o retorno para Deus
Deus não permite o sofrimento em nossa vida como uma punição. Ele permite que as tribulações cheguem para que despertemos e percebamos onde colocamos a nossa segurança.
Se a nossa segurança estiver depositada nas riquezas passageiras, Deus pode permitir que as percamó para que retornemos a Ele. Na hora da dor, da doença ou da necessidade, o ser humano finalmente se lembra do Criador.
Infelizmente, em momentos de desespero, muitos correm para falsos caminhos, como superstições e feitiçarias, esquecendo a verdadeira fé e a face de Deus. Deixam de reconhecer a própria Igreja porque se perderam no meio de tantas ilusões materiais.
A escolha entre a alegria e a dor
Deus nos convida à conversão e nos provoca a voltar ao Seu abraço. Existem dois caminhos para nos encontrarmos com o Senhor:
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Pela alegria: através da adesão voluntária e do amor desapegado.
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Pelo sofrimento: aprendendo através das dores e renúncias da vida.
Todos nós, sem exceção, nos encontraremos com o Senhor um dia — seja para a glória ou para a condenação. A escolha de viver a glória de Deus começa hoje.
Fechemos os nossos olhos neste momento e peçamos a graça de reconhecer que o nosso maior tesouro é contemplar, para sempre, a face de Deus.




