O fascínio do pecado e a troca do Bem Verdadeiro
O pecado raramente se apresenta como algo mau. Na Carta aos Gálatas, São Paulo questiona o fascínio que nos desvia da verdade. Santo Tomás de Aquino explica esse dilema. Segundo ele, o pecado é a troca de um bem verdadeiro por um bem aparente.
O inimigo esconde a malícia sob uma aparência de bondade. Por isso, somos facilmente seduzidos. Para vencer essa armadilha, precisamos tomar uma decisão firme por Deus. É necessário ir além das más inclinações da nossa carne. Isso envolve vencer a inveja, o ódio, o orgulho e as tentações da sexualidade.
Evitando as ocasiões próximas de Pecado
A fidelidade a Deus exige o reconhecimento das nossas fraquezas. Precisamos nos afastar das situações de risco. Lembremos a história de Ulisses na mitologia grega. Para resistir ao canto das sereias, ele se amarrou ao mastro do navio. Além disso, pediu para taparem os seus ouvidos.
Esse exemplo serve para a nossa vida espiritual. Um dependente de álcool não deve passar na porta de um bar. Da mesma forma, cada cristão deve identificar o seu ponto fraco. Mude a sua rota diária e evite a queda.
O perigo do orgulho espiritual e da autossuficiência
Existe outro fascínio muito perigoso: o orgulho espiritual. Esse foi o erro dos Gálatas. Eles confiaram nos próprios méritos e na lei, ignorando a graça divina. A tentação da autossuficiência vem desde o Jardim do Éden. Naquela ocasião, a serpente prometeu que o homem seria como Deus.
Ao longo da história, essa tentação gerou erros graves na Igreja:
Pelagianismo: A heresia de achar que a salvação vem apenas do esforço humano, sem a graça de Deus.
Jansenismo: Um rigorismo extremo focado apenas na força de vontade e na perfeição moral.
Ninguém se salva por conta própria. Práticas piedosas não devem servir para exaltação pessoal. O único lugar seguro para o cristão é aos pés do Senhor, suplicando a Sua misericórdia.
O poder da intercessão e as duas virtudes da oração
Deus acolhe nossas fragilidades. Ele nos convida a pedir com insistência. A oração sincera nos coloca no lugar de filhos dependentes do Pai. Para interceder com frutos, precisamos praticar duas virtudes:
Confiança e Abandono: Certeza de que Deus concede o melhor para nós. Ao fazer um pedido, comece logo a agradecer pela graça.
Paciência: Compreensão sobre o tempo de Deus. O Senhor não precisa de tempo para agir. Nós é que precisamos de tempo para amadurecer e crescer em humildade.
O Espírito Santo e o sacramento da confissão
Jesus faz uma promessa clara no Evangelho. Se os pais humanos dão coisas boas aos filhos, muito mais o Pai Celestial dará o Espírito Santo aos que pedirem. O Espírito Santo molda nossa alma. Ele nos faz agir por amor e não por mera obrigação.
Deus renova Suas forças em nós de perdão em perdão. Como afirmava o Papa Francisco, Deus nunca se cansa de perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão.
Ao buscar o Sacramento da Confissão:
Abra o seu coração com total sinceridade.
Não esconda faltas por medo ou vergonha.
Vença o orgulho e acolha a misericórdia do Pai.
Coloque-se diariamente nas mãos de Deus e suplique: Vem, Espírito Santo!




