“Ó Jesus, bem sei que não olhas tanto para a grandeza das minhas ações, mas para o amor com que as pratico. É verdade que nem sempre sou fiel, mas não perderei a coragem. Desejo aproveitar todas as oportunidades para agradar-te.” — Santa Teresinha

Fotografia histórica de Santa Teresinha / Imagem restaurada. Arquivo Histórico do Carmelo de Lisieux / Domínio Público.
Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, conhecida como Santa Teresinha, a “Santa da Pequena Via”, deixou ao mundo um testemunho de simplicidade, amor e confiança absoluta na misericórdia de Deus. Em sua breve vida no Carmelo, descobriu que a verdadeira grandeza espiritual não está em feitos extraordinários, mas em viver cada momento com amor profundo e sincero.
Ao caminhar pela sua pequena via, ela nos convida a olhar para o cotidiano com novos olhos: a ver Deus no simples, a transformar o comum em sagrado e a amar as pessoas que nos tratam mal.
A infância virtuosa e a vocação para a santidade
Teresa foi criada em um ambiente virtuoso e amoroso, um lar cristão tão fecundo na fé, que seus próprios pais, São Luís Martin e Santa Zélia Guérin, foram canonizados. Ela demonstrou grande devoção desde muito jovem, prosperando com o amor que a rodeava. Foi a oração, a liturgia e a prática da caridade que formaram a base do seu ardente amor por Jesus e do seu desejo de agradar-Lhe e a Virgem Maria. Um século depois de sua morte, o mundo inteiro passaria a conhecê-la como “A Pequena Flor”.
Aos dez anos, a menina declarou: “Nasci para a Santidade”. Convencida de que sua missão era salvar almas, Teresa compreendeu que sua santidade permaneceria oculta até que Deus a revelasse.
O episódio do “Escolho Tudo” em História de uma Alma
Em seu livro História de uma Alma, há uma passagem significativa de sua infância: sua irmã mais velha, Leônia, trouxera uma cesta com uma boneca e os materiais para fazer vestidos de boneca para as irmãs mais novas, Celina e Teresa. Ela ofereceu a cesta às irmãs, dizendo: “Queridas, escolham o que quiserem”. Celina, a mais velha das duas, pegou uma bola de lã que havia chamado sua atenção, mas Teresa, que tinha apenas dois anos, disse: “Eu escolho tudo!” e, sem fazer cerimônia, pegou a cesta, a boneca e tudo o mais!
Como ela conta:
“Este pequeno episódio de minha infância é o resumo de toda a minha vida; mais tarde, compreendi que para se tornar santa era preciso sofrer muito, procurar sempre o mais perfeito e esquecer-se de si mesma. Compreendi que havia muitos graus na perfeição e que cada alma era livre de responder às solicitações de Nosso Senhor, de fazer pouco ou muito por Ele. Então, como nos dias de minha infância, exclamei:
‘Meu Deus, escolho tudo. Não quero ser santa pela metade;
não tenho medo de sofrer por vós; a única coisa que temo é guardar minha vontade.
Tomai-a vós, pois escolho tudo o que quiserdes!’”
Minha trajetória de fé e devoção a Santa Teresinha
Desde criança, eu conhecia Santa Teresinha, embora de longe. Morava em um bairro vizinho ao que levava o seu nome e, algumas vezes, participava de encontros da Pastoral da Juventude na paróquia dedicada a ela. Porém, na juventude, aproximei-me mais de Santa Teresa d’Ávila, talvez porque esse também fosse o nome da minha mãe. Anos mais tarde, aos 39 anos, quando minha família e eu fomos morar na Missão da Canção Nova, em Londrina, Eliana Sá apresentou-me sua amiga, Santa Teresinha. Desde então, nasceu em mim uma devoção pela “Santa da Pequena Via”, pela qual serei eternamente grata.
Livro Mestras do Amor (Editora Canção Nova)
Para saber mais sobre a vida de Santa Teresinha e outras santas, aguarde o lançamento do meu próximo livro: ‘Mestras do Amor’. Será lançado em 2027 pela Editora Canção Nova.







