O Segredo para Viver na Presença de Deus
A memória de Nossa Senhora do Carmo oferece uma riqueza espiritual extraordinária. Ela não se trata apenas de uma devoção mariana. É uma verdadeira escola de vida espiritual.
A consagração a Nossa Senhora deve ter um objetivo claro. Ela deve conduzir o cristão a uma vida de intimidade com Deus. Esta festa deve abrir o nosso coração para o encontro com o Senhor.
Faça a si mesmo estas perguntas: Deus tem sido o centro da sua vida? Como você tem vivido o seu relacionamento com Ele? O Evangelho nos lembra que os parentes de Jesus são aqueles que fazem a vontade do Pai. Se Cristo não for o centro, dificilmente faremos a vontade divina.
Elias e Maria como Modelos de Fé
A espiritualidade carmelitana nasceu no Monte Carmelo, na Terra Santa. Aquele foi o lugar onde viveu o profeta Elias. Ele foi um defensor ardoroso da fé no Deus vivo. Por isso, a Ordem do Carmo possui dois grandes modelos:
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O Profeta Elias: O homem contemplativo, zeloso pela glória do Senhor.
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A Virgem Maria: A mulher que acolhe plenamente a vontade divina.
O mundo atual não guarda mais o silêncio. As pessoas não contemplam mais as coisas de Deus. Por causa disso, a humanidade vive em um grande vazio interior. Essa realidade precisa ser mudada por cada um de nós.
O mundo de hoje precisa de homens e mulheres profundos. As pessoas necessitam ver o Cristo vivo em nossas atitudes. Nós comungamos o Senhor e Ele habita em nós. Portanto, nós devemos ser esse testemunho para o próximo.
A Oração como Estado Permanente
A grande característica do Carmelo é viver na presença do Senhor. Devemos buscar essa presença no trabalho, no lazer e no descanso. Deus precisa estar no centro de tudo o que fazemos.
A oração não pode ser restrita a apenas um momento isolado. Não adianta rezar na Santa Missa e viver como pagão lá fora. A nossa missão é sair da igreja e testemunhar o que vivemos aqui dentro.
O lema tradicional da Ordem do Carmo é inspirado no profeta Elias: “Vive o Senhor, em cuja presença estou” (1 Reis 17,1). A todo momento nós estamos diante de Deus. A oração não é apenas uma obrigação diária. Ela deve ser um estado permanente da nossa alma.
O saudoso Padre Jonas Abib nos ensinou a rezar sempre. Tive a graça de morar com ele e cuidar dele em sua casa. Ele era um homem que rezava a todo momento. Ele não perdia tempo com o que não edificava. Tudo o que não contribuía para a vida espiritual era descartado. Com Nossa Senhora, aprendemos que toda a vida pode se tornar oração.
Um Testemunho de Livramento na Estrada
Precisamos estar na presença do Senhor a cada instante. No ano passado, vivi um testemunho marcante sobre isso. Eu estava na cidade de Itapetininga (SP) e viajava rumo a Angra dos Reis (RJ). Eu iria celebrar um Cerco de Jericó.
Assim que entrei no carro, ouvi a voz de Nossa Senhora no coração. Ela me pediu para rezar o Rosário. Eu estava sozinho e sabia que enfrentaria quase oito horas de viagem. Tive medo de que a oração me desse sono ao volante e causasse um acidente.
A insistência da Virgem Maria foi muito grande. Decidi obedecer e rezei o Rosário inteiro durante o trajeto. Mais adiante, parei em um posto para abastecer o veículo. Depois, segui a viagem normalmente.
Faltando apenas uma hora para o destino, sofri um grave acidente. O fato ocorreu em uma curva na serra entre Ubatuba e Paraty. Havia muito cascalho na pista por causa de uma reforma. O carro derrapou, entrou em uma valeta e sofreu perda total.
Eu saí do veículo sozinho e sem nenhum arranhão. Minutos depois, a polícia rodoviária chegou ao local. O policial me disse que o livramento não tinha explicação humana. Pela lei da física, o carro deveria ter ido para a esquerda. Ele bateria em outro veículo ou cairia na ribanceira.
Misteriosamente, o carro foi para a direita e caiu na valeta protetora. Mesmo após o susto, consegui seguir viagem e presidir a Santa Missa. Deus permitiu a perda material para mostrar o Seu poder. Quem reza e se abandona no Senhor experimenta a Sua proteção.
O Verdadeiro Significado do Escapulário
É fundamental compreender a doutrina dos símbolos sagrados. O escapulário não é um amuleto. Ele também não é uma garantia automática de salvação. O escapulário é um sacramental.
Ele é um sinal sagrado que desperta a nossa fé. Ele nos recorda o compromisso de viver como discípulos de Cristo. Quem recebe esse sinal deve assumir o propósito de:
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Cultivar uma amizade sincera com Deus;
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Manter uma vida de oração constante;
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Participar ativamente dos sacramentos da Igreja;
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Imitar as virtudes da Virgem Maria e praticar a caridade.
Vestir o escapulário significa revestir-se de Cristo. De nada adianta usar o sinal e guardar mágoa ou rancor no coração. O sinal exterior exige um bom testemunho interior.
O mesmo vale para outras devoções, como a fita do Apostolado da Oração. Devemos viver aquilo que usamos no peito. O sinal deve refletir o nosso desejo de cumprir a vontade do Pai.
O Catecismo da Igreja Católica ensina que é possível rezar a todo momento. Podemos rezar andando de bicicleta, cozinhando ou fazendo compras. Não saia da presença do Senhor. Peçamos a graça da intimidade com Jesus Cristo. Seja uma testemunha viva do amor de Deus para o mundo.




