O Sinal da Maturidade na Vida Cristã
Meus queridos irmãos e irmãs, um sinal claro de maturidade dentro da nossa vida cristã é quando compreendemos que todos nós pertencemos a Cristo. Nós somos d’Ele e estamos aqui por causa d’Ele. Tudo o que fazemos, principalmente na missão de evangelizar e na vocação para a qual o Senhor nos chama, é por Jesus.
Nós podemos ter dons, histórias, temperamentos, ministérios e maneiras diferentes de servir. Porém, existe uma coisa que não muda: todos pertencemos ao Senhor. Quando entendemos isso, podemos ter a certeza de que estamos caminhando para a verdadeira maturidade na nossa maneira cristã de viver.
O Perigo das Divisões e Competições
É justamente isso que São Paulo, na leitura de hoje, tenta ensinar aos Coríntios. Ele começa dizendo: “Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais, mas como a pessoas carnais, como crianças na vida em Cristo”. Ou seja, como pessoas ainda imaturas. Eles haviam recebido a graça, mas ainda viviam segundo critérios puramente humanos, olhando para a Igreja e para os ministérios a partir de uma lógica que não é a do Evangelho.
O sinal claro dessa imaturidade era a divisão. Paulo explica isso quando vê um declarando: “Eu sou de Paulo”, e outro dizendo: “Eu sou de Apolo”. O problema começa quando a diversidade — que deveria existir para complementar as nossas diferenças e o nosso modo de servir — passa a ser uma concorrência. Nós não somos iguais, graças a Deus, e isso é bonito e saudável. Mas aquilo que era para ser saudável não pode se transformar em uma divisão doentia dentro da Igreja.
Hoje, muitos poderiam dizer: “Eu sou desse grupo”, ou “Eu trabalho somente com esse tipo de pessoa e a minha pastoral é assim”. A pessoa se fecha e começa a viver uma disputa. Pouco a pouco, aquilo que devia ser serviço se transforma em competição.
Somos Servidores, Não Donos da Obra
Quem ainda vive disputando com os outros e gerando divisões é alguém imaturo na fé. Aquele que amadureceu já não precisa transformar o irmão em adversário, tentando diminuir o outro para se destacar. A obra não é de fulano ou de sicrano; a obra é de Deus, e nós estamos aqui apenas para servi-Lo.
Paulo continua: “Afinal, quem é Apolo? Quem é Paulo? Servidores pelos quais chegastes à fé”. Nenhum deles se coloca como dono da obra. Paulo resume isso de forma brilhante: “Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem fazia crescer”. Na obra de Deus, um complementa o outro. Os trabalhos são diferentes, existe uma pluralidade de missões, mas todos nós somos colaboradores. A minha missão não elimina a do meu irmão, nem a missão dele diminui a minha.
O Exemplo de Jesus: Foco e Serviço
O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus como nosso modelo supremo. Ao entrar na casa de Simão e curar a sua sogra, vemos que aquela mulher, após experimentar a graça, imediatamente se coloca a serviço. A verdadeira experiência com Cristo não nos fecha em nós mesmos, mas nos impulsiona a servir aos irmãos.
Mais tarde, o texto relata que levaram vários doentes a Jesus, e Ele colocava as mãos sobre cada um deles para curá-los. Esse detalhe nos mostra que Jesus não nos trata como uma “massa” ou um amontoado de pessoas. Ele toca a história, o sofrimento e a necessidade de cada um. Somos únicos, recebemos um olhar pessoal de Deus, mas formamos um único corpo e pertencemos a um único Senhor.
Por fim, Jesus revela que sabia muito bem qual era a Sua missão: “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isto eu fui enviado”. Jesus não se deixa prender pelo sucesso do momento, pelo reconhecimento ou pela necessidade de agradar. Ele não perde tempo e segue adiante.
Não Perca Tempo com Rivalidades
Isso também é um grande sinal de maturidade. Quantas vezes nós perdemos tempo com discussões e rivalidades que não nos levam a nada? Quando eu sei a quem pertenço e para o que fui enviado, eu não preciso ficar competindo com ninguém.
Que diante do Senhor nós possamos deixar essa Palavra tocar o nosso coração, tirando todo e qualquer desejo de disputa. Que não percamos mais tempo com isso, mas que possamos nos enxergar verdadeiramente como irmãos, colaborando na obra de Deus. Entre nós não devem existir divisões ou partidos. Nós pertencemos a um único Senhor, que é Jesus Cristo.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.




