A Oitava de Páscoa: Um Único Dia que se Estende por Oito
Irmãos e irmãs, filhos e filhas do Pai das Misericórdias, vivemos a alegria da Páscoa! É importante lembrarmos que a Igreja, devido à grandeza desta solenidade, estende a celebração por oito dias — a Oitava de Páscoa — como se fossem um único e eterno dia de festa.
O evento da Ressurreição é o centro da nossa fé cristã. Jesus está vivo e presente entre nós, preparando-nos a morada eterna. Nele, a morte não tem a última palavra; somos eternos pelo dom da Sua vitória sobre o sepulcro.
“Alegrai-vos”: A Marca do Cristão no Mundo
Ao acompanharmos os relatos das aparições, vemos as mulheres que foram ao sepulcro e o encontraram vazio. Elas recordaram a promessa: ao terceiro dia, o Filho do Homem ressuscitaria. Elas voltaram com um misto de medo e alegria — sentimentos tão humanos que nós também experimentamos em nossa caminhada.
Jesus, ao encontrá-las, diz a palavra de ordem para todos nós: “Alegrai-vos!”. A marca do cristão deve ser a alegria. Não se trata de um sorriso falso ou constante para agradar aos outros, mas de uma alegria que brota da alma, da certeza da fé pascal. Mesmo diante das guerras, da violência e das dores do mundo, a esperança em Cristo deve ecoar em nossos ouvidos.
O Chamado para Voltar à Galileia
Por que Jesus ordenou aos discípulos que fossem à Galileia para vê-Lo? Por que não em Jerusalém ou Cafarnaum? Porque foi na Galileia que tudo começou. Foi lá que eles receberam o primeiro chamado e sentiram o primeiro ardor de seguir o mestre.
Quando vierem os dramas, os desconsolos e as tristezas, o Senhor nos convida: “Volta para a tua Galileia”.
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Qual é a sua origem no Senhor?
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Onde foi que Ele te encontrou pela primeira vez?
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Qual palavra ou experiência transformou sua vida?
Resgatar esse primeiro amor é o que recobra nossas forças para seguir adiante. Seja em São Paulo, em Barbacena ou em qualquer lugar: lembre-se de onde o Senhor te chamou e renove ali o seu desejo de segui-Lo.
Escolhendo a Luz: Da Mentira à Missão
Enquanto os que se abriram ao Ressuscitado tornaram-se apóstolos e anunciadores da Boa Nova, aqueles que se fecharam à graça escolheram o caminho da corrupção. O Evangelho nos mostra que os sumos sacerdotes subornaram os soldados para espalhar a mentira de que o corpo de Jesus teria sido roubado.
O fechamento do coração gera inveja e mentira; a abertura ao Senhor gera alegria e compromisso com a paz. De que lado nós escolheremos estar?
Um Apelo à Paz e à Transformação do Coração
Como nos ensinou o Santo Padre, o Papa Francisco, em sua mensagem Urbi et Orbi: a Ressurreição nos coloca diante do drama da nossa liberdade. Diante do sepulcro vazio, podemos escolher a esperança ou o medo que leva ao subterfúgio.
Deixemo-nos surpreender por Cristo! Que quem tem armas as deponha; que quem tem o poder de desencadear guerras opte pelo diálogo. A paz verdadeira não é conseguida pela força, mas pelo encontro e pela conversão sincera.
Sigamos em frente, sendo promotores dessa paz e dessa alegria, sempre voltando às nossas origens para recobrar as forças rumo ao céu.




