Evangelho do dia – (Mateus 21,33-34)
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Não rejeite os enviados de Deus
Não rejeite os enviados de Deus foi o centro da homilia desta sexta-feira da segunda semana da Quaresma, Padre Elinton recorda uma verdade importante: Deus não descarta ninguém. Pelo contrário, Ele é especialista em ressuscitar sonhos, restaurar vidas e devolver esperança às pessoas.
Enquanto a lógica do mundo muitas vezes é eliminar ou descartar quem falha, a lógica de Deus é salvar e ressuscitar. Essa mensagem aparece claramente nas leituras proclamadas na liturgia.
A primeira leitura apresenta a história de José do Egito, que foi vendido pelos próprios irmãos por inveja. Já no Evangelho, Jesus conta a parábola dos vinhateiros homicidas, que rejeitam e matam os enviados do dono da vinha.
Essas duas histórias revelam uma realidade muito presente na vida humana: a rejeição daqueles que Deus envia.
Deus sempre envia alguém ao seu povo
Ao longo da história da salvação, Deus nunca abandona o seu povo. Ele sempre envia homens e mulheres para orientar, corrigir e conduzir o povo de volta ao caminho da vida. Na primeira leitura, Jacó envia José para visitar seus irmãos. No Evangelho, o dono da vinha envia seus servos para receber os frutos. Por fim, envia o próprio filho.
O problema não está em Deus enviar. O problema está em como nós acolhemos esses enviados.
Muitas vezes, os enviados de Deus trazem palavras que tocam nossas feridas. Eles falam verdades que incomodam e nos chamam à conversão. Por isso, muitas vezes são rejeitados.
O pregador recorda o testemunho do Padre Léo, que teve coragem de anunciar a verdade e tocar em muitas feridas espirituais. Suas palavras levavam muitos a rir, mas também a chorar e refletir profundamente sobre a própria vida.
Isso acontece porque quem ama também corrige. Quem ama deseja ver o outro salvo.
O perigo de querer as bênçãos sem Deus
Outro ponto importante da reflexão é o risco de querer as bênçãos de Deus sem querer o próprio Deus.
Os vinhateiros da parábola queriam a vinha, mas não queriam o dono. Queriam os frutos, mas rejeitavam a autoridade de quem era o verdadeiro proprietário.
Essa mesma atitude pode aparecer na vida cristã. Muitas pessoas desejam a paz, a felicidade e as graças de Deus. No entanto, não querem assumir o compromisso da conversão.
Querem o céu, mas sem mudança de vida, querem a salvação, mas sem seguir Jesus.
A Quaresma é justamente o tempo favorável para confrontar essa incoerência e permitir que Deus transforme o coração.
Resumo da homilia do Padre Elinton Costa
Comunicação do Santuário do Pai das Misericórdias




