Medite

Não tomar o santo nome de Deus em vão

O nome do Senhor é Santo

Para darmos continuidade a série sobre o decálogo, neste artigo, iremos compreender um pouco mais sobre o segundo mandamento que, normalmente, conhecemos como: “Não tomar Seu santo nome em vão”. Com isso, já conseguimos imaginar os vários sentidos que são instruídos por esse mandamento. Assim como o primeiro mandamento, o segundo está relacionado à virtude da religião. O nome do Senhor é santo, por isso, não se deve usá-lo em sentido que não seja para o devido culto, adoração, bendizer e louvor. É o sentido do sagrado.

:: Você conhece o decálago?

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) vai nos ensinar sobre o sentido do sagrado, quando afirma: “Os sentimentos de temor e de sagrado serão ou não sentimentos cristãos? […] Ninguém pode razoavelmente pôr isso em dúvida. São os sentimentos que nós teríamos, e num grau intenso, se tivéssemos a visão do Deus soberano. São os sentimentos que nós teríamos, se tivéssemos consciência da sua presença. Ora, na medida em que acreditamos que Ele está presente, devemos ter tais sentimentos. Não os ter é não estar conscientes desta realidade, é não crer que Ele está presente” (§2144). Com isso, cada fiel deve dar testemunho da sua fé confessando o nome do Senhor.

As Sagradas Escrituras apresenta-nos o exemplo do nome santo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que precisamos guardar com todo o respeito: “Por isso, Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fl 2,8-11). Assim, deve ser observado o nome de Deus, da Virgem Maria e dos santos.

Os abusos com o nome santo

Escreve ainda o Catecismo: “O segundo mandamento proíbe o abuso do nome de Deus, isto é, todo o uso inconveniente do nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de todos os santos” (§2146). Dentro desse aspecto dos abusos aos nomes santos, que incluem os nomes de Deus, da Virgem Maria e dos santos, está o pecado de blasfêmia. A blasfêmia é o desrespeito a Deus e ao seu nome, que é um pecado grave. Por isso, cabe a nós a devida atenção e consciência ao usarmos os nomes santos.

É que está escrito: “A blasfêmia opõe-se diretamente ao segundo mandamento. Consiste em proferir contra Deus – interior ou exteriormente – palavras de ódio, de censura, de desafio; dizer mal de Deus; faltar-Lhe ao respeito nas conversas; abusar do nome d’Ele” (CIC §2148). Continua ainda o Catecismo: “É também blasfematório recorrer ao nome de Deus para justificar práticas criminosas, reduzir povos à escravidão, torturar ou condenar à morte. O abuso do nome de Deus para cometer um crime provoca a rejeição da religião” (CIC §2148). Ainda adverte São Tiago, quando faz referência ao nome de Jesus: “Não são eles que difamam o bom nome que sobre vocês foi invocado?” (Tg 2,7).

:: Amar a Deus sobre todas as coisas

Incorre ainda em um desrespeito contra o segundo mandamento, e assim contra o Senhor, as juras feitas em nome de Deus. Também não deve ser invocado o nome de Deus em vão. Jesus, no sermão do monte, faz alusão a esse mandamento quando diz: “Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Não faltarás ao que tiveres jurado, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor’. Eu, porém, digo-vos que não jureis em caso algum […]. A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; Não, não’. O que passa disto vem do Maligno” (Mt 5, 33-34. 37). Isso tem extrema relação com Deus, que é a Verdade! Em Deus não há mentira ou falsidade.

Encerro esta breve explicação sobre o mandamento de “Não tomar o nome de Deus em vão” com mais uma sábia exortação do Catecismo: “A santidade do nome de Deus exige que não se recorra a ele por questões fúteis, e que não se preste juramento em circunstâncias susceptíveis de serem interpretadas como uma aprovação do poder que injustamente o exigisse. Quando o juramento é exigido por autoridades civis ilegítimas, pode ser recusado. E deve sê-lo, se for pedido para fins contrários à dignidade das pessoas ou à comunhão da Igreja” (CIC §2155).

Queridos leitores, que possamos crescer em santidade! Até o próximo mandamento!

Fábio Nunes
Seminarista da Canção Nova

Fontes:
BÍBLIA. Português. Tradução da Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002. 2206p.
CATECISMO da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 2000.

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