A Igreja e a misericórdia

Igreja, encontro com a misericórdia de Deus

“E para aqueles que afirmam que, na Igreja, existe “muita misericórdia”, o Papa responde sublinhando que “a Igreja condena o pecado”, mas, “ao mesmo tempo, abraça o pecador que se reconhece como tal, fala a ele da misericórdia de Deus”. É necessário perdoar “setenta vezes sete”, isto é, sempre”, enfatizou o Pontífice, porque “Deus é um pai cuidadoso, atento, pronto em acolher qualquer pessoa que dê um passo ou que tenha o desejo de dar um passo” em direção a ele, e “nenhum pecado humano, por mais grave que seja, pode prevalecer sobre a misericórdia e limitá-la”. A Igreja, portanto, “não está no mundo para condenar, mas para permitir o encontro com aquele amor visceral, que é a misericórdia de Deus” (Cf. o Capítulo V do livro do Papa Francisco o Nome de Deus é Misericórdia).

O Pai misericordioso/ Fonte: comshalom.org

Somos filhos do Pai das Misericórdias

Somos chamados a fazer essa experiência de vivermos como filhos de Deus que é Pai: ‘Serei para vós Pai e sereis para mim filhos e filhas”, diz o Senhor Todo-Poderoso!’ (2Cor 6,18).

Esse Pai de Jesus e também nosso é rico em Misericórdia. ‘Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação’. (2Cor 1,3)

Por ser rico em misericórdia, Ele olha no mais profundo de cada coração de filho, muito além de todas as misérias e encontra, ali, o lugar para derramar o Seu amor. O Pai misericordioso quer amar. E o ápice dessa misericórdia foi a entrega de Seu Filho na cruz. Como diz Santa Faustina: ‘Compreendi que o amor e a misericórdia é o maior atributo. É ele que une a criatura ao Criador. O mais imenso amor e abismo da misericórdia reconheço na encarnação do Verbo, na Sua Redenção; e foi aqui que reconheci que este é o maior atributo de Deus.’ (Cf. Diário p.180)

“Sou o amor e a misericórdia”

Esta misericórdia divina alcança a humanidade que se encontra escravizada pelas feridas do pecado. A indiferença, o egoísmo, a soberba, a rejeição, como doenças sociais, dentre tantos outros pecados, vão pouco a pouco levando ao afastamento da presença amorosa de Deus.

Em resposta a esse afastamento pela incredulidade do coração do homem, que não acredita nem mesmo na própria salvação,  no Diário de Santa Faustina, o próprio Senhor se apresenta como a Misericórdia: ‘Sou o Amor e a Misericórdia, e não existe miséria que possa ser medida com a Minha misericórdia, nem a miséria a esgotará, visto que à medida que se dá, aumenta. A alma que confiar na Minha misericórdia é a mais feliz, porque Eu mesmo cuido dela.’ (Cf. Diário p. 1273)

É nesta confiança, de uma criança que segura na mão do Pai e se deixa conduzir, que cada Filho deve se voltar à misericórdia de Deus e ali encontrar abrigo e segurança. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos (Mateus 18,14).

A misericórdia é isso: tempo de voltar para os braços do Pai e n’Ele encontrarmos a vida nova.

Jesus, eu confio na vossa misericórdia!

Maria Clara Olea
Missionária da Comunidade Canção Nova