Reflexão do Evangelho

A humildade que agrada a Deus - Pe. Willian Guimarães - (14/03/2026)

Evangelho do Dia (Lucas 18,9-14)

Tempo de leitura: 2 minutos

A humildade que agrada a Deus

No Evangelho do Dia (Lucas 18,9-14), Jesus conta a parábola do fariseu e do publicano para ensinar que a humildade é o caminho que abre o coração à misericórdia de Deus. Enquanto um homem confia em suas próprias obras e se considera melhor do que os outros, o outro reconhece sua fragilidade e suplica pela compaixão divina. Ao final da parábola, Jesus revela que foi o publicano quem voltou para casa justificado, pois é a humildade que agrada a Deus.

O que diz o Evangelho

No relato apresentado por São Lucas Evangelista, dois homens sobem ao templo para rezar.

O fariseu permanece de pé e apresenta a Deus suas práticas religiosas, agradecendo por não ser como os outros homens. Ele recorda seus jejuns, o dízimo que oferece e sua fidelidade às práticas da Lei.

O publicano, porém, permanece à distância. Sem coragem de levantar os olhos para o céu, bate no peito e faz uma oração simples e profunda:

“Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador”.

A base da vida espiritual

A parábola mostra que a vida espiritual precisa de um fundamento sólido. Assim como uma construção depende de uma base firme para permanecer de pé, também a vida cristã precisa de um alicerce profundo.

Esse fundamento é a humildade.

Reconhecer que tudo o que temos de bom vem de Deus nos coloca na verdade sobre nós mesmos. Sem Ele, nossas mãos permanecem vazias.

O perigo do orgulho

O orgulho faz o coração confiar apenas em si mesmo. Ele leva a pessoa a acreditar que suas obras são suficientes e que sua justiça é maior do que a dos outros.

Quando isso acontece, a pessoa corre o risco de fechar o coração para a graça de Deus e para a misericórdia.

Por isso Jesus afirma que quem se eleva será humilhado, pois o orgulho afasta o ser humano da verdade sobre si mesmo.

A liberdade de um coração humilde

O publicano representa aquele que reconhece sua pobreza diante de Deus. Sua oração é simples, mas verdadeira.

Ele não apresenta méritos, não se compara com ninguém. Apenas se coloca diante de Deus com confiança em sua misericórdia.

Por isso Jesus afirma que foi ele quem voltou para casa justificado.

Um convite para a Quaresma

A mensagem deste Evangelho é também um convite para o tempo da Quaresma. A Igreja nos recorda que somos pó e que tudo o que temos é dom de Deus.

Diante disso, cada cristão é chamado a examinar o próprio coração e perguntar:

Estou vivendo como o fariseu, confiando em mim mesmo, ou como o publicano, confiando na misericórdia de Deus?

A humildade abre o caminho para a graça, para a conversão e para uma vida verdadeiramente reconciliada com Deus.

Resumo da homilia do Padre Wiliam Guimarães CN

Comunicação do Santuário do Pai das Misericórdias