A Promessa da Paz no Discurso da Última Ceia
No Evangelho de São João (Capítulo 14), somos transportados para o momento solene da Última Ceia. Jesus, ciente de que sua missão como Messias Salvador estava prestes a se cumprir, institui a Eucaristia e o Sacerdócio, deixando orientações fundamentais para o fortalecimento da fé de Seus discípulos.
Ele conhecia a fragilidade do coração humano. Sabia que, diante da perseguição e da Paixão, o medo tentaria afastar Seus amigos — como ocorreu com a negação de Pedro. Por isso, a exortação é clara: tenham confiança. A vitória de Cristo sobre a morte, por meio de Sua Páscoa, é o fundamento da nossa esperança.
O Que é a Verdadeira Paz de Jesus?
Muitas vezes confundimos paz com ausência de problemas. No entanto, Jesus é enfático: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá”.
A paz de Cristo, o verdadeiro Shalom:
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Não é a falta de tribulações.
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É o fruto da comunhão profunda com o Cristo Ressuscitado.
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É a segurança de um coração que se mantém fiel, mesmo em meio às tempestades.
A Força do Espírito Santo e a Missão de Paulo
Estamos em preparação para a Solenidade de Pentecostes. É o Espírito Santo, o Paráclito, quem garante essa paz em nossos corações desde o Batismo. Ele nos torna criaturas novas e nos dá autoridade sobre as investidas do mal. Como Jesus afirmou, o “príncipe deste mundo” não tem poder sobre Ele, e através do Espírito, também recebemos a graça de rejeitar o pecado.
Vemos o reflexo dessa força na vida de São Paulo. Em sua viagem apostólica por cidades como Listra e Icônio (na atual Turquia), Paulo foi apedrejado e dado como morto por causa do Evangelho.
“Ai de mim se não anunciar o Evangelho”
O que impediu Paulo de desistir após tamanha violência? Foi o amor de Deus derramado em seu coração. Para Paulo, evangelizar não era uma opção, mas uma necessidade vital. Ele compreendeu que as dificuldades, quando vividas com fé, nos unem à Paixão do Senhor.
Como está o seu compromisso com o testemunho cristão? Que nesta Santa Missa, o Senhor renove em nós o dom do Espírito Santo, para que, a exemplo de Paulo e Barnabé, possamos anunciar a Boa Nova custe o que custar.




