A alegria da Páscoa e o caminho vivido
Queridos irmãos e irmãs, É Páscoa! Jesus ressuscitou verdadeiramente. Aleluia!
Somos chamados a fazer festa diante de tudo o que vivenciamos na Quaresma, esse tempo de preparação para esta solenidade. Foi um caminho exigente, um verdadeiro treinamento espiritual, mental e até físico. Muitos enfrentaram o cansaço, acordaram de madrugada, perseveraram — e hoje podemos reconhecer: vencemos em nome de Jesus.
Esse caminho nos conduziu à ressurreição. As leituras nos recordam o grande amor de Deus Pai, que enviou Seu Filho para cumprir Sua vontade e anunciar a Boa Nova. Jesus passou pela morte, mas ressuscitou para nos mostrar que o inimigo não tem a última palavra. É Deus quem vence, e que assim seja sempre em nossa vida. Ele Ressuscitou e nos chama a uma vida nova.
O encontro com o Ressuscitado
Contemplamos o testemunho de Maria Madalena e dos discípulos. Maria, profundamente tocada pelo amor, vai ao encontro do Senhor, mesmo sem compreender tudo. Ao encontrar o túmulo vazio, se inquieta e corre para avisar os discípulos.
Pedro e João também correm. A ressurreição é marcada por esse movimento: um coração que ama corre ao encontro de Cristo. Esse é o convite para nós: não perder tempo, mas ir ao encontro do Senhor com decisão.
“Este é o dia que o Senhor fez para nós; alegremo-nos e nele exultemos.”
Um chamado à conversão e à mudança de vida
Mesmo diante de dificuldades e notícias contrárias, somos chamados a permanecer firmes. Os discípulos também passaram pela incerteza, mas não deixaram de buscar.
Ao entrar no túmulo, Pedro percebe um detalhe significativo: tudo estava organizado. Esse sinal nos ensina que a ressurreição também se manifesta na ordem da vida. Quem vive a ressurreição é chamado a ordenar sua existência: a casa, a rotina, os pensamentos e o coração.
A vida nova em Cristo não é apenas espiritual no sentido abstrato, mas concreta, visível nas atitudes.
Ver e crer: a experiência da fé
Quando o discípulo amado entra no túmulo, ele vê e acredita. Não viu Jesus naquele momento, mas os sinais foram suficientes. O túmulo vazio proclama que Cristo está vivo. O único lugar onde Ele não está é no sepulcro.
A pregação dos apóstolos, especialmente de Pedro, confirma essa verdade: Jesus passou fazendo o bem, morreu e ressuscitou. O centro da nossa fé não é a morte, mas a ressurreição.
Viver como ressuscitados
Não podemos permanecer em uma fé marcada apenas pela dor. Nossa fé é a fé do Ressuscitado.
Por isso, somos chamados a nos levantar, assumir nossa responsabilidade e viver como homens e mulheres transformados. Cristo vive — e quer que essa vida nova se manifeste em nós.




