A Caminho do Mês de Maria: Um Convite à Conversão
Neste último dia de abril, o Padre Sandro Magalhães, da Comunidade Canção Nova, nos convida a olhar para o horizonte. Com a chegada do mês de maio — tempo dedicado a Nossa Senhora e às mães —, somos chamados a refletir sobre a trajetória de fé que estamos percorrendo neste Tempo Pascal.
A Experiência de Paulo: De Perseguidor a Pregador
A liturgia nos apresenta a figura de Paulo. Aquele que outrora perseguia os cristãos, agora arde no desejo de anunciar Jesus. Padre Sandro destaca que Paulo não conseguia ficar parado; sua experiência com o Cristo foi tão profunda que ele precisou levar essa luz a todos os lugares por onde passava.
Ao chegar em Antioquia, Paulo faz um resgate histórico. Ele não fala de Jesus isoladamente, mas mostra como todo o Antigo Testamento — de Moisés ao Rei Davi — apontava para o Salvador. É um lembrete de que a nossa fé tem raízes e uma promessa que se cumpre.
O Testemunho de João Batista e a Fama da Santidade
O Padre estabelece uma ponte interessante entre João Batista e a devoção a Nossa Senhora Aparecida. Assim como João pregava às margens do Rio Jordão — um lugar de passagem onde a notícia se espalhava —, a imagem da Padroeira do Brasil, encontrada no Rio Paraíba em 1717, tornou-se conhecida por meio dos viajantes e tropeiros que passavam pela região.
João Batista, mesmo com toda a sua fama de profeta, reconhecia sua pequenez: “Não sou digno de desamarrar as suas sandálias”. Se o maior dos profetas se curvava diante de Jesus, quanto mais nós devemos reconhecer a soberania do Cristo em nossas vidas?
Quem é Jesus na Sua Vida?
A pergunta central desta reflexão é profunda: Quem é Jesus para você hoje? Padre Sandro nos alerta para não sermos como Judas, que viu os milagres, mas não permitiu que o coração fosse transformado. Ele nos encoraja a olhar para os outros apóstolos:
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São João Evangelista: Que de “filho do trovão” (que queria castigar os outros) tornou-se o apóstolo do amor.
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São Mateus: Que deixou a vida de cobrador de impostos para seguir o Mestre.
“Mas, padre, eu tenho tanto pecado…” — O conselho é claro: Continue perto d’Ele. A proximidade com Jesus é o que nos santifica.
Conclusão: O Dedo de Deus na Nossa História
Não importa o seu passado; o que importa é a sua caminhada atual. Olhe para trás e perceba como “o dedo de Deus” acompanhou você desde o ventre materno até o dia de hoje. Que neste início de maio, sob o olhar da Mãe das Misericórdias, possamos renovar nossa entrega e deixar que Jesus transforme nosso interior.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!




