Evangelho do dia – (Mateus 5,20-26)
“Se a vossa justiça não for maior que a dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus.”
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A verdadeira justiça nasce do coração
A primeira leitura, do profeta Ezequiel, revela que Deus não se compraz com a morte do pecador, mas deseja sua conversão. Deus não sente prazer no erro, não se alegra com o pecado, mas espera o retorno do filho à comunhão.
O justo que se afasta da retidão perde a vida, mas o pecador que se converte encontra salvação. Essa lógica divina revela um Deus paciente, misericordioso e pedagógico. Se Deus age assim conosco, também somos chamados a agir assim com os irmãos.
Viver reconciliado significa assumir essa mesma postura: não ser rigorista, não pesar a mão sobre o outro, mas olhar com misericórdia.
Justiça interior e reconciliação concreta
No Evangelho, Jesus aprofunda o mandamento: não basta não matar; é preciso eliminar do coração a ira, o ódio e a ofensa. O rancor e a indiferença também ferem e destroem.
Por isso, Cristo orienta: se ao levar a oferta ao altar você lembrar que seu irmão tem algo contra você, vá primeiro reconciliar-se. A reconciliação é urgente. Não pode ser adiada.
O amor ao próximo torna-se condição para o amor a Deus. Não existe verdadeira vida cristã sem perdão. Viver reconciliado é decisão concreta, não sentimento passageiro.
O coração de pedra e o coração de carne
O Padre Ricardo recordou ainda que o mundo precisa de testemunhos autênticos. O cristão que não perdoa, que alimenta mágoas e divisões, distancia-se do Evangelho.
O profeta Ezequiel anuncia que Deus pode retirar o coração de pedra e conceder um coração de carne. Essa é a obra que o Senhor deseja realizar em cada um de nós. Viver reconciliado é permitir que o Espírito Santo cure as feridas, restaure as relações e devolva a paz interior.
Um chamado à conversão diária
A mensagem central da homilia é clara: Deus nos perdoa e nos pede que façamos o mesmo. O Pai que nos acolhe é o mesmo que nos envia a reconciliar-nos.
O Reino dos Céus começa no coração que decide amar, suportar, perdoar e recomeçar. Quem vive assim experimenta a lógica do Reino e torna-se verdadeiro discípulo de Cristo.
Resumo da homilia do Padre Ricardo Rodolfo
Comunicação do Santuário do Pai das Misericórdias




