TESTEMUNHA DA PROMESSA

A profetisa Ana, uma presença de esperança no Templo

Uma caminhada pelos profetas ao longo de 2026

A partir de hoje, iniciamos, no site do Santuário, uma série especial para todo o ano de 2026. Ao longo desse caminho, vamos meditar e aprofundar nosso conhecimento sobre os profetas da Bíblia, homens e mulheres escolhidos por Deus para anunciar a Sua Palavra.

Nosso objetivo é que, à luz de cada profeta, também nós assumamos a nossa missão profética como cristãos, dentro da realidade em que vivemos. Somos chamados a ser luz e testemunhas no mundo, tornando-nos, cada vez mais, imagem e semelhança de Cristo.

Série Profetas do Altíssimo: Voz que clama na Era Digital. Quem foi a profetisa Ana? Descubra seu exemplo de fé, oração e esperança.

Tempo de leitura : 5 minutos
Por Antonieta Sales

Profetisa Ana: uma vida de oração, fidelidade e esperança em Deus

“Havia ali também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada por sete anos, e agora era viúva, com oitenta e quatro anos. Não deixava o Templo: servia a Deus dia e noite, com jejuns e orações.

Chegando naquele exato momento, ela louvava a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.” (Lc 2,36-38)

O Evangelista Lucas, ao relatar sobre a circuncisão e apresentação do menino Jesus no templo, fala das primeiras testemunhas do Messias: Simeão e Ana. Aqui, destacamos a presença da profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Casou-se jovem e vivera sete anos com o marido; ficando viúva, dedicou-se inteiramente ao Senhor no templo.

Ana, embora fosse uma idosa de oitenta e quatro anos, tinha uma vida ativa e dinâmica. A única profetisa nomeada no Novo Testamento, dedicada à oração e ao jejum, mostra que, no meio da comunidade do templo, ela tinha autoridade e uma fé notável.

O que Ana vê que os outros não conseguem ver?

Os profetas do Antigo Testamento falaram do Messias que viria; Ana vê, contempla e testemunha o cumprimento da profecia: o Ungido do Senhor, o Salvador.

Certamente, outros viram um menino de oito dias de nascido, mas Ana, sendo movida pelo Espírito de Deus, transbordou o que seus olhos e sua alma viram: louvor a Deus. E começou a falar do menino a todos os que esperavam a libertação em Jerusalém.

A Profetisa Ana: uma presença de esperança no Templo

Fonte: Imagem autoral criada com Inteligência Artificial para este artigo.

O que podemos aprender com a profetisa Ana?

Presença de esperança

O Catecismo nos recorda que a esperança é a virtude teologal pela qual desejamos como nossa felicidade o Reino dos céus e a vida eterna…

Olhando para profetisa Ana, aprendemos que não importa as circunstâncias ou adversidades. O nosso olhar precisa estar buscando e esperando a Cristo, razão que nos anima a esperar sem desanimar. Ana esperou com sua presença discreta e orante, alimento que aumenta a fé e a esperança dos que desejam a eternidade.

Fidelidade e perseverança

Não importa a idade para o serviço a Deus; mesmo na velhice, a profetisa Ana permaneceu com sua vida dedicada ao Senhor no templo. Servir a Deus é o gerador da fidelidade e da perseverança. Ana não ficou na ociosidade, mas deixou-se mover pelo coração que esperava o Senhor.


Oração e jejum

A constância na oração, independentemente das circunstâncias, traz a plenitude da alegria em Deus.

“Orai sem cessar, em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é, a vosso respeito, a vontade de Deus em Cristo Jesus.” (1 Tessalonicenses 5,16-18).

A profetisa Ana entendeu a necessidade de manter uma vida de oração constante, com o coração ligado a Deus durante as suas atividades do cotidiano.

Servir a Deus mesmo na velhice

Ana demonstra que a velhice não é um impedimento para servir a Deus; pelo contrário, é um tempo intenso de avançar na vida espiritual.

O profeta Isaías 46,4 nos recorda: “Até a vossa velhice eu serei o mesmo”.

O cuidado de Deus a nosso respeito não tem idade; Ele está em todas as fases da vida humana, zelando e cuidando. A sabedoria da idade avançada é um tesouro indispensável, principalmente quando vem da experiência e intimidade com Deus.

Olhar no que é eterno

Ana escolheu estar com o Senhor; renunciou a direitos terrenos. Poderia ter casado novamente, porque era viúva, mas não ficou presa na solidão: priorizou a sua vida nas coisas do Senhor, servindo no Templo, dia e noite, com jejuns e orações.

Porque esperou em Deus, a profetisa Ana contemplou o Messias. Ao reconhecer o menino Jesus, ela imediatamente começou a falar sobre Ele a todos, levando a palavra de esperança a quem esperava a libertação que Jesus veio trazer. Com Ana, aprendemos que a experiência da redenção de Jesus deve ser anunciada através da vida.

A história da profetisa Ana é um encorajamento para assumirmos o profetismo que recebemos no batismo e vivermos com o foco no propósito de Deus, mantendo uma vida de oração constante e sendo guiados pelo Espírito Santo de Deus.