O desapegar-se dos bens para confiar inteiramente em Deus

Nesta quinta-feira, 16 de março de 2017, o Padre Leandro Couto celebrou a Santa Missa, às 7h, no Santuário do Pai das Misericórdias.

O sacerdote refletiu sobre a confiança em Deus e o auxilar o próximo: “A liturgia de hoje traz como pano de fundo a confiança em Deus. A liturgia nos leva-nos a questionar-nos: eu confio em Deus ou em coisas ou pessoas? Pois a qualidade da nossa vida espiritual depende da veracidade da nossa resposta. Quem coloca a sua confiança em Deus é uma pessoa bendita, pois está em sintonia com Ele. Quem confia em Deus está seguro e não teme as dificuldades, mesmo diante das tribulações.
Quem confia em Deus se torna capaz de também ajudar o próximo, ou seja, tem o olhar voltado não para si mesmo, mas para Deus e o próximo. Quando o meu olhar não está voltado para Deus e o próximo, meu olhar se torna direcionado para os bens matérias, também com a falta de olhar para Deus geram diversos males, entre eles a injustiça e o apego.
Assim disse o Evangelho de hoje: Lázaro era um homem que era desprezado e totalmente a margem e do outro lado aponta o Evangelho a pessoa do rico que esbanjava seus bens e desprezava o pobre Lázaro. O Evangelho não condena a riqueza e sim nos questiona como eu utilizo os bens que eu tenho”.

O Evangelho é de São Mateus: “Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: ‘Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. E, além disso, há grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!’ O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos’ (Lc 16,19-31)”.

Assista a homilia na íntegra:

Confira a liturgia do dia.

Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação, ouvi-nos!

Deixe seu comentários

Comentário