Não busque apenas o pão que perece: Jesus é o alimento que não passa!
Na caminhada da terceira semana da Páscoa, somos convidados a aprofundar nossa fé e a entender os sinais que o Senhor nos apresenta. Queridos irmãos e irmãs, filhos e filhas do Pai das Misericórdias, a liturgia de hoje nos recorda que Jesus não quer apenas saciar nossa fome física, mas deseja dar-se a Si mesmo como sustento para a nossa alma.
O Sinal da Multiplicação e a Intenção do Coração
No Evangelho, vemos a multidão que atravessa o mar à procura de Jesus após a multiplicação dos pães. No entanto, o Senhor, em Sua infinita sabedoria, questiona a motivação daqueles corações: “Vocês me procuram porque comeram dos pães e ficaram saciados”.
Jesus nos alerta para não buscarmos apenas as graças temporais ou o “pão que passa”. O verdadeiro milagre é o sinal que aponta para a Eucaristia. Quando Ele caminha sobre as águas, revela Seu poder sobre o mal; quando multiplica os pães, prefigura o Alimento Eterno. O objetivo dos sinais é um só: provocar a nossa fé.
O Exemplo de Santo Estêvão: Rosto de Anjo na Tribulação
A homilia nos traz o testemunho de Estêvão, um homem cheio do Espírito Santo e de boa reputação. Escolhido para servir às mesas e combater as injustiças sociais da época, Estêvão não se limitou ao serviço caritativo; ele transbordava a presença de Deus.
Mesmo sendo perseguido, caluniado e enfrentando falsos testemunhos — tal como o Mestre — a Escritura nos diz que seu rosto brilhava como o de um anjo.
“Quando estamos em Deus, o mundo pode estar caindo, mas você manterá a segurança, a esperança e a firmeza.”
Essa serenidade não vem de nós mesmos, mas da comunhão íntima com a Palavra e com a Eucaristia. Estêvão internalizou a presença de Cristo de tal forma que sua fisionomia transparecia a paz que o mundo não pode dar.
Nossa Missão: Ser o Rosto do Ressuscitado
Assim como o Papa Francisco em suas viagens apostólicas, que mantém o “rosto de anjo” diante das críticas e afrontas, focando exclusivamente na pregação da paz e do Evangelho, nós também somos chamados a essa missão.
Nossa luta não é política, nem de interesses humanos. Nossa missão é:
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Testemunhar Jesus Cristo com a própria vida;
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Levar a mensagem da justiça, da partilha e do amor;
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Ser as mãos e os pés do Ressuscitado no mundo.
Conclusão: Alimentados para a Missão
Ao participarmos da Eucaristia, recebemos a força necessária para enfrentar as difamações e perseguições do dia a dia. Que possamos sair deste encontro fortalecidos, levando aos nossos irmãos o reflexo da paz de Cristo. Permaneçamos firmes n’Ele, pois Ele é o pão que sustenta o nosso corpo e, sobretudo, a nossa alma.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado.




