Não podendo vencer Deus, Satanás quer destruir a sua obra mais importante
A família é o projeto de Deus para a humanidade; se ela for destruída, a sociedade também será. Jesus quis entrar em nossa história pela família para levar a todas as famílias a salvação. Foi numa festa de casamento que Ele fez o seu primeiro milagre, a pedido de Nossa Senhora.

“Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família… ” (Carta às Famílias, 5).
O que São João Paulo II ensinava
Não podendo vencer Deus, Satanás quer destruir a sua obra mais importante: a família. Mais do que nunca, a família cristã é hoje ameaçada em seus valores fundamentais. São João Paulo II disse que:
“A grandeza e a sabedoria de Deus manifestam-se em suas obras. Hoje em dia, porém, parece que os inimigos de Deus, mais do que atacar frontalmente o Autor da criação, preferem defrontá-Lo em suas obras… Entre as verdades obscurecidas no coração do homem, por causa da crescente secularização e do hedonismo reinantes, ficam especialmente afetadas todas aquelas relacionadas com a família. Em torno da família se trava hoje o combate fundamental da dignidade do homem.”
São João Paulo II dizia que a família, fundamentada no Matrimônio, constitui um “patrimônio da humanidade”, uma instituição social fundamental; é a célula vital e o pilar da sociedade, e isto diz respeito tanto aos crentes como aos não crentes: “o futuro da humanidade passa através da família” (Familiaris consortio, 86).
A Irmã Lúcia, vidente de Fátima, disse um dia ao Cardeal Caffarra, de Bolonha, Itália, que a grande ação de Satanás hoje é contra a vida e a família. Tudo que fere a vida, fere a família.
Os ataques modernos contra a família
Quais são as ameaças à família hoje, e contra as quais os cristãos precisam lutar? Podemos citar alguns pecados cometidos contra a vida e a família.
Começo citando a hediondez do aborto; são mais de cinquenta milhões por ano no mundo todo. E hoje ele cresce também na América Latina; Cuba, Venezuela, Argentina, México, Colômbia etc. já o aprovaram.
Leia também:
:: O mistério da dor e da esperança de Maria
:: Dai-nos, Espírito Santo, o dom da unidade
:: Você sabia que no Céu há um lugar todo teu?
Podemos citar as eutanásias praticadas legalmente aos milhares em vários países e também o suicídio assistido. A manipulação de embriões e de células embrionárias pela ciência, destruindo vidas humanas; a pílula do dia seguinte, abortiva; a inseminação artificial; o casamento de pessoas do mesmo sexo, podendo ainda adotar filhos; o sexo livre antes e fora do casamento (pornografia, nudismo, masturbação, fornicação, adultério etc.); coabitação sem matrimônio; ideologia de gênero; distribuição de camisinhas em muitos lugares; perversa educação sexual nas escolas, onde se ensina o uso livre do sexo; produção independente de filhos fora do casamento; famílias alternativas que não são a união de um homem com uma mulher (Gn 2,24); fomento à homossexualidade nas novelas, filmes, músicas etc.; cirurgias de mudança de sexo; controle exagerado da natalidade. Além disso, ainda temos a tristeza das drogas e da bebida, que destrói muitos lares. Cresce o número de assaltos, sequestros, estupros, etc.
A influência da secularização
Tudo isso, de uma forma ou de outra, pesa muito sobre a família. João Paulo II disse que: “Nos nossos dias, infelizmente, vários programas sustentados por meios muito poderosos parecem apostados na desagregação da família…” (Carta às Famílias, 5).
Quando, no Ano da Família, em 1994, o Parlamento Europeu reconheceu como legal o casamento de duas pessoas do mesmo sexo, São João Paulo II disse:
“Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de se libertar desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral… Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação”.
Sabemos que hoje a ONU é uma instituição contra a família, visa à sua desconstrução, atacando a família, o casamento e a maternidade. Isto foi denunciado na Carta do Rio de Janeiro, conclusão do Congresso sobre a Família realizado em 1997, com o encerramento feito pelo Papa João Paulo II. A Carta disse que:
“A família está sob a mira de ataque em muitas nações. Uma ideologia antifamília tem sido promovida por organizações e indivíduos que, muitas vezes, não obedecem a princípios democráticos” (1.1).
“Temos testemunhado uma guerra contra a família, em nível tanto nacional quanto internacional. Nesta década, em Conferências das Nações Unidas (ONU), têm sido vistas tentativas para ‘desconstruir’ a família, de forma que o sentido de ‘casamento’, ‘família’ e ‘maternidade’ é agora contestado.”
O papel da oração e dos sacramentos
Nos dias de hoje, apesar de tudo isso, os cônjuges podem superar as dificuldades e conservar-se fiéis à sua vocação, recorrendo ao auxílio de Deus através da oração e participando assiduamente dos sacramentos, de maneira particular da Eucaristia. A unidade e a solidez das famílias ajudam a sociedade a respirar os valores humanos autênticos e a abrir-se ao Evangelho. Para isto, são muito importantes os movimentos que trabalham com a família, com os jovens e as crianças, nas pastorais e nas dioceses.
Os pais precisam ensinar seus filhos sobre as verdades básicas da fé e da moral católica. Rezar com eles o Terço de Nossa Senhora e ensiná-los a amar a Deus e a sua Lei Sagrada.
É preciso monitorar o uso da internet e da televisão, pois até alguns programas infantis estão estimulando a homossexualidade. Os pais cristãos precisam conversar muito com seus filhos sobre esta sistemática pregação de falsos valores. E, sobretudo, consagrar diariamente os filhos aos cuidados de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus.







