DIA DA FAMÍLIA

Famílias Missionárias, uma realidade na Canção Nova

Seguindo a inspiração de Dom Bosco, a Comunidade é profundamente ancorada sobre a ideia de Igreja, concebida como a grande família dos filhos de Deus

Famílias missionárias que vivem a sua vocação ao matrimônio e à paternidade responsável dentro de uma vocação mais ampla, de Comunidade e de Igreja. Assim é o jeito de ser da Comunidade Canção Nova inspirado no modelo familiar de Casa, desejado por Dom Bosco.

“O mundo de hoje precisa desta contribuição. Deus a está trazendo. Isso é para nós alegria e responsabilidade” | Foto: Arquivo pessoal

A vocação de São João Bosco foi alicerçada sobre bases humanas e cristãs a partir de sua vida familiar e de convicções religiosas amadurecidas nos anos de preparação ao sacerdócio, profundamente ancorado sobre uma ideia de Igreja, concebida como a grande família dos filhos de Deus.

Comprometidos com o trabalho, a educação dos filhos e a vida cotidiana, mas que assumem publicamente viver os compromissos batismais dedicando-se à Deus na Igreja Católica em uma vivência comunitária na Canção Nova.

Origem e comunhão eclesial

A inspiração desse estilo de vida nasce no Brasil, em 1978, com a fundação da Comunidade Canção Nova por Monsenhor Jonas Abib e mais onze membros na diocese de Lorena, São Paulo. Reconhecida oficialmente pelo Vaticano, em 2008, como uma Associação Internacional Privada de Fiéis, a Canção Nova abraça os diversos estados de vida numa única consagração e faz parte da Família Salesiana.

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A inspiração da proposta de Dom Bosco busca favorecer a harmonia entre espontaneidade e disciplina, familiaridade e respeito, liberdade e dever. Atualmente, cerca de 1500 membros, entre casais, padres, celibatários e solteiros vivem uma sadia convivência que fecunda a evangelização por meio dos diversos trabalhos em que atuam, atraindo especialmente os mais jovens. A partir de sua sede em Cachoeira Paulista, SP, a atuação missionária é disseminada para cerca de 30 frentes de missão no Brasil e no exterior, através dos meios de comunicação e encontros de evangelização.

Diversidade de dons

As diferentes pertenças favorecem com que a pessoa viva sua consagração de maneira integral ou parcial, adaptando-se a sua própria realidade, em uma experiência de comunhão na diversidade de dons. Escritos do fundador Monsenhor Jonas Abib reconhecem que “a família, célula primeira da sociedade e da Igreja, é a única comunidade instituída diretamente pelo próprio Deus desde as origens. Jesus, na Nova Aliança, a enriqueceu com um sacramento: o matrimônio. A família se apresenta assim, como a mais autêntica, a mais essencial e a mais durável forma de vida comunitária”.

A organização da vida dos 839 membros casados busca “respeitar e favorecer a intimidade e as exigências próprias de uma família”. Por meio de documentos internos e acompanhamento do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida do Vaticano, os membros têm a oportunidade de crescer e se santificar como uma família consagrada. Com a chegada dos filhos, é possível “participar com liberdade, na forma que conseguem, de toda a vida e atividade próprias da comunidade”. Em relação ao ingresso dos filhos como membros da Canção Nova, “só poderá acontecer por vocação reconhecida e só depois de completar dezoito anos de idade’. Eles são livres também em não vir a pertencer à Canção Nova”.

Monsenhor Jonas Abib acrescenta que “Deus nos dá hoje a graça de apresentar para a Igreja e a sociedade o modelo novo de casais consagrados e que se empenham em usar de todos os meios da natureza e da graça, para fazer de sua família uma família consagrada. O mundo de hoje precisa desta contribuição. Deus a está trazendo. Isso é para nós alegria e responsabilidade”.

Rodrigo Luiz dos Santos
É casado com Adelita Stoebel e tem dois filhos. Ambos missionários, atuam no Jornalismo da Canção Nova, na cidade de São Paulo, SP.

Referências

ABIB, monsenhor Jonas. Nossos Documentos, Estatuto Semente. Editora Canção Nova, 2017.

PIERA, Ruffinatto, WIOLETTa, Malinowska. Publicado em Rivista di Scienze dell’Educazione 47(2009)2, p. 283-299. Disponível em: https://docs.google.com/document/d/1P9AGHWWEdwPi04B9533S3h85u1xzj7d7HH1Tc8gd88A/edit?usp=sharing. Acesso 20/04/22.