DIA DA MULHER

A essência da alma feminina: o florescer do plano de Deus em você

Contemplar a criação de Deus é também contemplar a beleza do Criador. Contemplar o ser humano é nos depararmos com Aquele que é imagem e semelhança do Cristo. Contemplar o dom da alma feminina é acessar, de diversas maneiras, o amor que transborda e reflete a Trindade, pois a mulher é portadora de beleza, amor e doação.

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A Essência da Alma Feminina: O florescer do plano de Deus em você

Foto de Liana S na Unsplash

A alma feminina como reflexo da beleza e do amor de Deus

Na verdade, a alma feminina possui muitas capacidades, mas a maior delas é ser uma grande chave de acesso para o coração de Deus, com ternura, cuidado, delicadeza e receptividade. O saber educar, acolher, corrigir e amar faz da mulher um sinal evidente da criação, tornando-se um caminho seguro até Ele. Seu chamado é refletir a beleza e a magnanimidade do coração de Deus em tudo! Correspondendo com alegria ao Seu belo plano.

O verdadeiro conhecimento da feminilidade

O verdadeiro conhecimento da feminilidade exclui do coração da mulher o equivocado desejo de eliminar partes de quem é, o que fragmentaria sua essência. Esse autoconhecimento a leva a descobrir as potencialidades das quais é portadora. Conduzindo-a a uma resposta generosa diante de Deus e dos homens.

A melhor forma de viver esse conhecimento é voltar-se para o próprio interior, o lugar onde o convite é estarmos a sós com o Senhor. Embora o próximo possa ser instrumento nesse processo, esse mergulho íntimo permite a reconciliação e a cura da própria essência.

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O jardim interior e os tesouros da alma

Muitas vezes, corremos o risco de dar mais atenção às estradas exteriores do que às interiores. Porém, precisamos visitar nossos “porões” sem medo; embora possamos encontrar questões não resolvidas, é lá que também trazemos à tona riquezas adormecidas.

A mulher, em sua totalidade, carrega tesouros inigualáveis. O coração feminino é um terreno propício para abrigar sementes e fazê-las florescer. Uma terra que o próprio Deus adubou com sensibilidade, hospitalidade e força.

Como bem disse Santa Teresa Benedita da Cruz: “A alma da mulher é moldada como um abrigo no qual outras almas podem se desdobrar”.

A oração como arma e cultivo da amizade com Deus

A alma feminina possui uma grande capacidade de unir-se a Deus. A mulher pode desenvolver muitas habilidades, mas não deve perder o dom de silenciar e ouvir a Deus, cultivando essa amizade profunda.

A oração é uma arma que não deve ser abandonada, mantendo sua funcionalidade no cotidiano. A mãe vai rezar configurando sua oração à maternidade, tal como a esposa dentro das suas obrigações. A que trabalha fora, a que é celibatária e a que pode gastar grande parte da sua vida diante do Senhor (por exemplo, em uma vocação religiosa), cada uma, a sua maneira. Seja como mãe, esposa, trabalhadora, celibatária ou vocacionada, cada mulher ofertará, à sua maneira, suas orações como incenso ao Senhor.

O dom de gerar: maternidade física e espiritual

O corpo da mulher é o receptáculo da vida, uma coletânea perfeita e harmônica que exprime o alto valor da feminilidade. O corpo feminino foi feito para gerar. Um chamado único que se manifesta na maternidade física ou espiritual, ambas com a missão de transmitir vida.

Não se pode limitar essa capacidade apenas ao outro; cada mulher precisa ser a primeira a tocar na força geradora que possui. Antes de transmitir a vida, a mulher precisa, na totalidade, possuí-la.

Superando obstáculos para o eterno desabrochar

Ao longo da vida, podemos colecionar decepções, derrotas, tristezas, frustrações, comparações e tantas outras coisas que minam nossa força interior. E então vamos sendo, aos poucos, aprisionadas por lembranças, fatos e memórias que tentam nos convencer do contrário, tentam tirar de nós a latente força de vida que carregamos. Tais situações podem sufocar a beleza, mas não a extinguir.

É necessário coragem. Mesmo diante de desafios, a alma feminina é chamada a viver uma primavera espiritual, um eterno desabrochar de vida.

Acomodar-se diante dessa paralisia é viver uma feminilidade atrofiada nos ambientes, nos relacionamentos, nos lares e, muitas vezes, no relacionamento com Deus. Podemos perder a oportunidade de experimentar Seu amor e de sermos cortejadas por Ele. Por vezes, sendo movidas por uma incessante busca daquilo que na verdade só Deus poderia nos dar, colocando-nos frente ao consumismo e também na zona de risco de uma vida rasa e superficial, minando e roubando a nossa capacidade de sonhar. 

Florescer sob a Luz de Deus

Florescer é um processo de vida. Para que uma planta floresça, é necessário muita luz, é necessário sol; o contrário da morte, que é representada pela escuridão. Por isso é preciso lançar luz sobre a nossa alma, para que, dessa forma, possamos identificar e vencer as sombras.

A mulher que reconhece o pulsar da vida em seu ser, deixa seu rastro, levando-o aos outros. Exemplo vivo é Santa Maria Madalena, uma grande mulher que fez uma experiência tão profunda com o Autor da Vida, que foi a primeira a dar testemunho da Ressurreição — alguém que deixou a luz de Cristo brilhar verdadeiramente em sua vida.

Deus concedeu a cada mulher um jardim particular, que é o seu interior. Caminhe até esse lugar! Permita que os raios do Sol da Justiça possam aquecê-lo, dedique tempo ao preparo dessa terra. Cultive-a e não tenha medo das intempéries que a própria vida trouxer.

O conhecimento, a perseverança e a docilidade à voz de Deus farão florescer e irradiar, na sua vida e também na vida daqueles que a compartilham com você, a preciosidade de quem você é: uma mulher segundo o coração de Deus.