A exigência do amor

O tema escolhido pelo padre Reinaldo Cazumbá, em homilia hoje no Santuário, foi ‘a exigência do amor’. O sacerdote se baseou na leitura do Evangelho.

Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vós perseguem! (Mt 5, 43-44).

Jesus está dizendo “amai os vossos inimigos”, aqueles com quem você tem dificuldade. Se amamos quem gosta de nós, não fazemos esforço e sintimos a obrigação de retribuir. O amor não pod se transformar em retribuição; por exemplo: “Eu o acolho se você me acolher”. Esse é o desafio do cristão: arrancar de nós a exigência do amor, amar aqueles com os quais temos dificuldades, aqueles que, como diz o ditado, não conseguem descer pela garganta.

Quem não se abre ao amor, a confissão não resolve, pois é preciso “entrar” no amor e deixar o sentimento ruim para trás. Se nos confessamos, mas permanecemos no ódio, qual será o efeito da confissão?

Jesus Cristo nos dá a graça de amar, pois só o esforço humano não resolve. Por isso, deixe que o amor entre no seu coração e depois se confesse. O ódio abre espaço para as chamadas doenças psicossomáticas. Não coloque em sua vida esse alimento estragado que o demônio lhe oferece; lembre-se de que o inimigo é o diabo. A nossa justificativa sempre será o amor. Quando não amamos o próximo, estamos jogando o mandamento fora.”

Primeira Leitura (2Cor 8,1-9)

Responsório (Sl 145)

Evangelho (Mt 5,43-48)