Dom Benedito Beni preside a Santa Missa nos 3 anos de dedicação do Santuário

Celebração no Santuário

Nesta terça-feira, 5 de dezembro de 2017, o Santuário completa três anos de sua dedicação. Às 7h, tivemos a Santa Missa presidida pelo bispo emérito da Diocese de Lorena, Dom Benedito Beni. Confira a homilia:

Dom Benedito Beni realizando a homilia na Santa Missa no Santuário do Pai das Misericórdias.

Tempo do Advento

Meu irmão no episcopado, Dom Sosthène, Padre Marcio, vice-reitor deste Santuário, prezados sacerdotes concelebrantes, Diácono Nelsinho, caros seminaristas, irmãos e irmãs, estamos iniciando o Advento.

A palavra Advento significa chegada, vinda. Existem três vindas de Cristo: a primeira foi há vinte séculos, quando Ele nasceu em Belém. A segunda vinda tem lugar na celebração dos sacramentos, sobretudo a eucaristia. Na eucaristia Cristo vem ao nosso encontro, para entrar em comunhão conosco, para nos alimentar com a sua vida de Ressuscitado. E a terceira vinda de Cristo será a sua manifestação gloriosa no final da história da humanidade, no dia do juízo universal. E a Igreja, irmãos e irmãs, possui uma pedagogia profunda e prática durante as quatro semanas do Advento, não apenas para celebrar a primeira vinda de Cristo, Seu nascimento em Belém, mas nos prepara para o nosso encontro definitivo com Ele.

Isaías analisou seis séculos antes a biografia do Messias. Ele afirmou conforme a primeira leitura, que o Messias seria um ramo nascido do tronco de Jessé, o pai de Davi. Anunciou que o Messias seria alguém cheio dos dons e da força do Espírito Santo. Ele viria ao mundo para para trazer a salvação; para estabelecer a paz entre os povos, até mesmo entre os povos inimigos, à semelhança do lobo e do cordeiro.

No Evangelho, São Lucas mostra que Cristo é o Messias anunciado pelo profeta Isaías. Neste Evangelho, Jesus envia setenta e dois discípulos em missão para anunciar que o evangelho deve ser levado a todos os povos da terra, conhecidos e desconhecidos. Quando eles voltaram da missão estavam exultando de alegria, porque a missão tinha sido um sucesso. Jesus chama a atenção dos discípulos porque eles deveriam se alegrar não pelo sucesso da missão, porque o sucesso da missão pertence a Deus. Os missionários são apenas instrumentos. É Deus quem realiza. Mas eles deveriam alegrar-se porque o nome deles estavam escritos no céu pelo dedo de Deus. É o dom da salvação.

A oração ao Pai

Jesus exultou de alegria do Espírito Santo e pronunciou de pé, em voz alta: “Eu te louvo ó Pai, senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos. Sim, ó Pai, assim foi do teu agrado. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” Podemos dizer que toda oração é experiência do Espírito Santo. A oração é ato segundo, ou seja, é a reposta que nós damos a Deus que se aproxima de nós, para fazer aliança conosco. É o Espírito Santo que desperta no coração da pessoa o desejo de orar. Enquanto a pessoa ora, o Espírito Santo age no seu pensamento, plasma a sua afetividade, coloca na sua boca as orações que deve dirigir ao Pai.

Na Sagrada Escritura, louvar ao Pai significa proclamar bem alto as maravilhas que Deus realiza em nossa vida.

Abbá significa papai. É a palavra pronunciada pelas crianças de Israel; expressa a consciência que Jesus tinha de sua filiação divina. Por isso a sua intimidade com o Pai nas suas orações é única. Ele é o modelo da oração.

Jesus revela o Pai

Deus é o fundamento de tudo, o criador. Quando a pessoa se esquece de Deus, a porta fica aberta para os maiores males. Uma vida sem Deus é uma vida sem fundamento. Só Jesus, o Filho de Deus, poderia revelar a identidade íntima de Deus: Ele é Pai.

O conhecimento de Deus não é fruto da ciência, da investigação humana. Deus é conhecido porque Ele se revelou ao ser humano. Através de toda a criação, Deus se faz sentir em nosso coração.

Na encarnação de Jesus Cristo, Deus se tornou visivelmente presente no mundo. Por isso Jesus afirmou: ‘Quem me vê, vê o Pai.’

Não podemos acolher Cristo só para nós, temos que levá-lo ao próximo. Isto é a evangelização.

O Santuário do Pai das Misericórdias é lugar muito especial de evangelização. Aqui se evangeliza pela Palavra e pelos sacramentos, que são os dois pilares para a evangelização.”

.:Liturgia do dia.
.:Assista a homilia completa.

Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação, ouvi-nos!